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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 116

Luiza sentiu um arrepio percorrer todo o corpo. Desde pequena, ela sempre amou animais fofos, especialmente cachorros.

No entanto, Gustavo era alérgico a pelos de cachorro, então ela jamais pôde ter um. Até que, no seu aniversário de dezesseis anos, Gustavo surpreendentemente apareceu com um filhote de border collie para ela, a quem deram o nome de Odin.

Mesmo assim, não demorou muito para que tanto ela quanto Odin fossem abandonados por ele.

Mas Odin ficou ao lado dela, tornando-se sua única companhia, seu apoio inabalável.

A felicidade, porém, foi curta. Um dia, ao voltar da escola, Luiza não encontrou Odin.

O mordomo da família Marques, George, contou-lhe que Odin havia morrido. O motivo? Naquela manhã, durante o café da manhã, Luiza não quis comer direito. Ela havia jogado as claras de ovo fora e dado as gemas para Odin comer.

George explicou, com frieza, que ela não foi obediente, e por isso Odin pagou com a própria vida pelos erros dela.

Aquela noite, Luiza teve pesadelos incessantes. Em todos eles, ela chorava, pedindo desculpas a Odin.

Ela acreditava que, se não fosse tão exigente com comida, Odin ainda estaria vivo. Era culpa dela. Tudo era culpa dela.

Desde então, todas as manhãs, George passou a preparar para ela cinco ovos cozidos. Apenas ovos cozidos.

Era a única coisa que ela realmente não gostava de comer, mas, mesmo assim, Luiza os engolia, suportando o enjoo. Quando chegava à escola, corria para o banheiro e os vomitava.

Ela sabia que Dona Joana não se importava com o fato de ela comer ou não ovos cozidos. O que importava era saber se ela obedecia.

Luiza não podia ser Luiza. Ela só podia ser uma marionete, manipulada pelos desejos de seus “donos”.

Na infância foi assim. E agora, ainda era assim.

Luiza abriu os olhos, encarando o vazio da fria suíte de hotel. De repente, ela se agachou no chão e começou a chorar descontroladamente.

Gustavo saiu do hotel com passos firmes e determinados.

Mas, quando se tratava de sentimentos, as coisas eram diferentes. Especialmente com alguém como Luiza, que nunca respondia bem à força, mas sim à gentileza.

— Ela escolheu esse caminho. Por que eu deveria ter paciência com ela? — Gustavo respondeu, com o rosto fechado.

Mas, antes que Cauã pudesse retrucar, algo chamou a atenção de Gustavo. Seus olhos escureceram, e uma chama de fúria pareceu acender neles.

Sem dar tempo para Cauã reagir, Gustavo avançou a passos largos e, em questão de segundos, desferiu um soco direto no rosto de Ronaldo, que acabava de acordar, ainda atordoado.

Ronaldo mal teve tempo de entender o que estava acontecendo. Assim que abriu os olhos, foi recebido pela fúria avassaladora de Gustavo, que parecia um demônio saído do inferno. Ele não ousou nem gritar de dor; simplesmente caiu de joelhos no chão.

— Gustavo! Gustavo, eu estava errado! Eu perdi a cabeça hoje! Foi a Gabriela! Foi ela que me colocou nessa situação! — Ronaldo implorou, com a voz trêmula.

Gustavo segurou-o pelo colarinho, levantando-o como se fosse um boneco de pano. Seus olhos, frios e mortais, encararam Ronaldo como se ele já estivesse morto.

— Desde quando você começou a pensar nisso? — Gustavo perguntou, com um tom cortante e cheio de desprezo.

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