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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 122

Ela sonhou que George a chicoteava sem piedade. A dor era tanta que parecia que ia morrer.

Ela sentia saudade do pai, da mãe… E até de Gustavo.

Parecia que, no sonho, ela estava implorando para ele. Implorando para que ele não a abandonasse.

Ele dizia alguma coisa, como se estivesse tentando se explicar, mas antes que ela pudesse entender o que era, foi despertada pelo toque insistente do celular.

Quando abriu os olhos, sentiu os cílios e o corpo úmidos. Olhou para o visor do celular, ainda um pouco atordoada, mas decidiu atender.

— Alô?

Assim que falou, percebeu que sua voz estava rouca, quase irreconhecível, e sua garganta ardia como fogo.

— Luiza! — Do outro lado, uma voz calorosa e animada soou. — Sou eu, Manuela. Você se lembra de mim? Eu já marquei consulta com você no ambulatório.

— Lembro sim. Aconteceu alguma coisa?

— Ai, minha filha, o que aconteceu com a sua voz? Está doente?

Manuela logo percebeu algo estranho no tom dela e demonstrou preocupação.

Luiza respondeu com o nariz carregado e voz abafada:

— Sim, acho que me resfriei. Mas a senhora está bem? Está sentindo algo?

— Não, não! — Manuela negou rapidamente, com uma risada gentil. — Estou fazendo coxinhas e queria saber qual recheio você prefere. Marquei consulta com você daqui a dois dias e pensei em levar algumas para você.

A voz doce e carinhosa de Manuela aqueceu o coração de Luiza. Ela sorriu levemente:

— Não precisa, senhora. Pode guardar para você mesma.

— Ah, você está sozinha em casa, não está? — A voz de Manuela era cheia de preocupação.

— Sim.

— Então está decidido! — Manuela respondeu, com entusiasmo. — Eu vou comprar os ingredientes e fazer na sua casa. Assim, você não precisa se preocupar em cozinhar enquanto está doente. Vou deixar tudo pronto e congelado na geladeira. Quando sentir fome, é só esquentar.

Luiza, meio confusa com a espontaneidade da senhora, acabou passando seu endereço sem nem pensar.

Era estranho. Ela sempre se considerou uma pessoa desconfiada.

Luiza nunca havia feito coxinhas antes, mas era esperta. Imitando os movimentos de Manuela, conseguiu preparar algumas que ficaram até bem apresentáveis.

Enquanto moldava a massa, Manuela notou o curativo na testa de Luiza e perguntou:

— Como você machucou a cabeça?

— Ah… — Luiza sorriu de leve, apertando os lábios. — Foi um descuido. Acabei batendo sem querer.

Manuela, com o olhar cheio de ternura, estendeu a mão e tocou suavemente o curativo.

— Sua família não mora aqui em Cidade A para cuidar de você?

— Eu... — Luiza continuou moldando as coxinhas, sem pausar o movimento. — Não tenho mais família. Meus pais morreram quando eu era muito jovem.

Seus avós também haviam falecido muito antes disso.

Manuela parou por um momento, como se algo no que ouviu a tivesse tocado profundamente. Seus olhos mostraram uma sombra de tristeza.

— Meu neto também perdeu os pais muito cedo. — Ela suspirou, pensativa. — Você e ele são crianças tão sozinhas. Ele costumava cuidar de uma menina que foi morar com ele, mas, depois que a família passou por alguns problemas, ele achou melhor se afastar para não causar problemas para ela. Desde então, ele vive sozinho.

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