George seguiu as ordens e ligou para Gustavo, colocando o celular no viva-voz.
Foram necessárias várias tentativas até que a chamada fosse finalmente atendida. No entanto, a voz que veio do outro lado não era de Gustavo.
— George, aqui é o Leonardo. O Sr. Gustavo está ocupado. Ele pediu para avisar que, se você continuar ligando de madrugada, é melhor tomar cuidado com os raios na próxima tempestade.
O rosto de Dona Joana ficou ainda mais fechado, e ela quase virou a mesa de tanta raiva.
George pigarreou rapidamente, tentando manter a compostura enquanto ia direto ao ponto:
— Leonardo, pergunte ao Sr. Gustavo sobre o que aconteceu no projeto nos arredores da cidade. O responsável acabou de ligar dizendo que...
Leonardo, com o tom despreocupado que aprendera ao longo dos anos ao lado de Gustavo, o interrompeu sem a menor cerimônia:
— Foi o Sr. Gustavo quem fez isso.
George e Dona Joana ficaram sem palavras. Eles não esperavam que Leonardo admitisse tão diretamente, sem sequer tentar disfarçar ou negar. Nem mesmo para salvar as aparências!
E pior, até mesmo um subordinado como Leonardo falava com aquele tom arrogante.
George, sentindo o peso do olhar ameaçador de Dona Joana, insistiu:
— E o que o Sr. Gustavo pretende com isso?
— Nada demais. — Respondeu Leonardo, com a mesma calma. — O Sr. Gustavo sempre foi assim. Quem mexe com as pessoas dele, ele devolve na mesma moeda.
Leonardo fez uma pausa, como se estivesse pensando, e então acrescentou, num tom quase casual:
— Ah, e só para avisar: nos outros prédios também tem bombas. São detonadores programados. Talvez seja melhor esperar que tudo exploda antes de enviar os trabalhadores para reconstrução. Assim vocês evitam acidentes.
— O que você disse? — Dona Joana finalmente perdeu o controle e gritou, com a voz repleta de fúria. — Pergunte ao Gustavo o que ele quer com isso!
Se todos os prédios fossem destruídos, o projeto estaria acabado. Não apenas perderiam a entrega dos imóveis, mas o prejuízo financeiro seria na casa dos bilhões.
— Dona Joana, o Sr. Gustavo está ocupado.
Ao fundo, era possível ouvir o som de cartas sendo embaralhadas, indicando que Gustavo provavelmente estava jogando.
Leonardo continuou:
— Mas ele mencionou anteriormente que o prejuízo final vai depender de como a senhora pretende agir.
Dona Joana ficou em silêncio por um momento, mas sua expressão mudou completamente. Ela finalmente entendeu o que Gustavo queria.

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