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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 128

— Quem disse que foi por impulso?

Luiza ficou paralisada por um momento.

Ela sempre foi inteligente, e Gustavo não precisava explicitar o que estava insinuando para que ela entendesse. Bastava que ela cedesse, que ela demonstrasse um pouco de submissão, e ele a protegeria de novo. Por um breve período, ela poderia voltar a ser a “irmãzinha” que ele segurava na palma da mão, como nos nove anos de antes.

Mas até quando isso duraria? Quando seria a próxima vez que ele a descartaria? Se ela aceitasse agora, provavelmente passaria as noites seguintes sem conseguir dormir tranquila.

Luiza apertou os lábios com suavidade, deu um leve passo para trás e afastou-se dele.

— Sr. Gustavo, o senhor só pode estar brincando.

Talvez ela fosse a primeira pessoa em toda Cidade A a recusar Gustavo Marques tão descaradamente, mais de uma vez.

O silêncio que caiu sobre o escritório foi sufocante. Até as respirações pareciam audíveis, enquanto a tensão no ar fazia o ambiente parecer ainda menor.

Gustavo sabia que ela sempre fora teimosa, mas não imaginava que poderia ser teimosa a esse ponto.

No passado, quando ela ficava brava, fazia exatamente isso. Ele estendia a mão para ajudá-la, mas ela recusava. Era ele quem precisava ceder, abaixar a cabeça e pedir desculpas.

Ele era o herdeiro da família Marques. Nunca havia pedido desculpas a ninguém. Mas, se não pedisse, ela chorava. Chorava sem parar, até fazer sua cabeça latejar.

Agora, ela não chorava mais. Só restava a teimosia.

Luiza sentiu que ele estava considerando seriamente as opções de onde esconder seu corpo depois de assassiná-la. Mas Gustavo quebrou o silêncio com uma frase inesperada:

— Não ia agradecer? Só sabe falar sem agir?

Luiza ficou um pouco atordoada, piscou rapidamente antes de entender o que ele queria dizer.

— Talvez, quando o senhor tiver tempo… Eu te convido para jantar?

— Não precisa esperar. — Gustavo baixou os olhos para o relógio de pulso, que valia mais do que muitas casas, e lançou a ela um olhar magnânimo. — Eu tenho tempo agora.

Gustavo havia chegado a tal nível de poder que nem se dava ao trabalho de distinguir entre palavras de cortesia e sinceridade. Ele não era assim no passado.

Luiza estava prestes a dizer que não tinha tempo, mas Gustavo parecia antecipar sua desculpa.

— Luiza, você não está pensando em só falar da boca pra fora, sem realmente me convidar, está?

O desconforto subiu pela espinha de Luiza. Ela sentiu os dedos dos pés se curvarem dentro dos sapatos de tanta vergonha.

— Claro que não. Eu só… Ainda não decidi qual restaurante seria mais apropriado.

— Eu já decidi. — Gustavo pegou o paletó que estava pendurado na cadeira e o jogou casualmente sobre o braço. — Vamos.

Luiza sentiu as sobrancelhas se contraírem, mas aceitou o inevitável e o acompanhou escada abaixo.

— O dinheiro que você vai gastar tentando já está separado. Eu tenho o suficiente para isso.

Era típico de Gustavo. Sempre tão direto, tão confiante.

E fazia sentido. Se o projeto fosse bem-sucedido, o Grupo Marques se tornaria líder absoluto no mercado médico, tanto nacional quanto internacional. Só aquele medicamento garantiria a longevidade da empresa por gerações.

E, se falhasse, para ele, seria apenas uma pequena perda financeira. E dinheiro era o que ele tinha de sobra.

Luiza estava prestes a responder quando o celular começou a tocar.

Ela o tirou do bolso e, antes mesmo de atender, sentiu o ar dentro do carro ficar subitamente mais pesado.

— Alô? — Ela atendeu, com a voz fria.

Do outro lado, Ethan soava calmo, mas intrigado.

— Luiza, você não está em casa?

Ela ignorou a pergunta e devolveu outra.

— Por quê?

— A pessoa responsável pela entrega das pinturas me ligou. Disse que não conseguiu falar com você. — Ethan continuou, com paciência. — Como eu estava perto, passei na sua casa para receber. Estou aqui na porta. Quando você volta?

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