Lilian deu um sorriso distante e, com uma voz baixa, respondeu:
— Tá vendo, Cauã? Nós dois não somos do mesmo mundo. Não é só você que sabe disso, eu também…
— Me dá um tempo. — Cauã a interrompeu de repente.
Lilian estreitou os olhos, tentando clarear a mente, como se não tivesse certeza do que havia acabado de ouvir.
— O que você disse?
...
Quando Luiza entrou no apartamento, a primeira coisa que fez foi trocar os sapatos. Depois, olhou para o homem não muito longe dali e, aliviada, agradeceu:
— Obrigada por me ajudar com a Lilian.
Gustavo, com um sorriso que parecia mais cínico do que simpático, respondeu:
— Agradecer pelo quê? Não foi algo que você já merecia?
Ao ouvir isso, Luiza abaixou a cabeça, constrangida.
Ela sabia o que Gustavo queria dizer. Aquela ajuda não foi de graça, foi algo que ela trocou com o próprio corpo.
Antes que ela pudesse ficar mais desconfortável, Gustavo colocou um documento sobre a mesa. A voz dele soou firme e direta:
— Assine isso.
Luiza deu alguns passos até a mesa e pegou o documento. Quando viu o título em letras grandes e claras, “Acordo de Amante”, ela automaticamente levantou a cabeça para encará-lo.
Gustavo, com a expressão mais natural do mundo, explicou:
— Tenho que garantir os meus direitos, não acha?
— Tá bom. — Luiza respondeu, sem discutir.
Ela não esquecia que ele era, acima de tudo, um homem de negócios.
Sob o olhar direto dele, que parecia penetrar sua alma, Luiza leu o documento rapidamente, sem se aprofundar nos detalhes. Depois, pegou a caneta e assinou o nome com uma escrita apressada.
Gustavo abriu uma pequena almofada de tinta para impressão digital e a colocou ao lado dela. Com precisão quase irritante, ele ordenou:
— Agora, coloque a sua digital.

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