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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 166

A cintura fina de Luiza estava presa nas mãos de Gustavo, que a apertava e brincava com ela de maneira despreocupada, algo que Luiza nunca havia experimentado antes.

Todo o corpo dela estava tenso, até mesmo os dedos dos pés. Ao ouvir a voz dele, ela ficou confusa, piscando algumas vezes antes de olhar para Gustavo com um ar de perplexidade:

— Ah?

Os olhos claros e límpidos dela exibiam um toque de confusão. Havia um brilho úmido neles, que deixava Gustavo com vontade de ir além.

Ele deu um leve tapa em seu quadril, o som abafado preenchendo o espaço entre eles, enquanto repetia calmamente:

— Eu disse: me dá um beijo.

Dessa vez, Luiza ouviu claramente. E foi como se todo o sangue de seu corpo tivesse subido de uma vez para o rosto. Ela ficou tão vermelha que parecia um camarão cozido.

Gustavo estava impecavelmente vestido, como sempre, em um terno perfeitamente ajustado, exalando sua habitual aura de frieza e autocontrole. Mas quem olhasse mais de perto jamais imaginaria que aquelas mãos elegantes estavam fazendo algo tão provocativo.

Luiza sabia bem o tipo de acordo que tinha feito com ele na noite anterior. Não havia espaço para hesitação ou constrangimento. Respirando fundo, ela se inclinou, segurou os ombros dele e aproximou seus lábios dos dele.

Com a distância entre os dois diminuindo, as orelhas de Luiza ficaram ainda mais vermelhas, quase latejando.

Gustavo, como sempre, manteve a calma, observando-a enquanto ela obedecia à sua ordem. Quando os lábios dela estavam a poucos centímetros dos dele, ele apertou a mão em sua cintura, levantando-a levemente, como se para reafirmar seu controle.

Os olhos dele, profundos e intensos como tinta preta, brilharam com uma luz contida. Ele inclinou a cabeça, mas, ao invés de beijar seus lábios, deixou um beijo calculadamente controlado em seu queixo.

Tomar coragem para beijá-lo era uma coisa. Ser beijada de volta era outra completamente diferente.

Foi como se uma corrente elétrica tivesse percorrido o corpo de Luiza, começando pelo queixo e se espalhando por todos os cantos. Ela ficou imóvel, com os olhos firmemente fechados, enquanto sentia Gustavo morder levemente seu queixo, como se quisesse provocá-la ainda mais.

Ele deslizou os lábios até perto de sua orelha, onde sua voz rouca e carregada de desejo soou, provocando arrepios:

— Ontem à noite, quando você me implorou, essa não era sua atitude.

A casa estava incrivelmente silenciosa, e a única coisa que Luiza conseguia ouvir, além da voz dele, era o som de seu próprio coração batendo descontroladamente. Sua respiração também estava visivelmente acelerada.

De repente, o som da campainha quebrou a tensão no ambiente.

Gustavo franziu a testa, claramente irritado com a interrupção. Antes que pudesse reagir, Luiza aproveitou a oportunidade como se fosse sua salvação, empurrando-o enquanto dizia, em um tom nervoso:

— Deve ser a Lilian, ela deve ter terminado de conversar com o Cauã.

Gustavo segurou o rabo de cavalo apressado que Luiza tinha feito antes de sair de casa naquela manhã. Ele falou, com um tom calmo, mas firme:

— Por que seu rosto tá tão vermelho? — Lilian perguntou de repente, notando o estado dela.

Luiza puxou Lilian para o sofá, tentando mudar de assunto enquanto media sua temperatura:

— Tá calor. Gustavo deixou o aquecedor muito alto.

Lilian, que estava febril e sonolenta, recuperou um pouco da energia ao ouvir isso. Ela riu e comentou:

— Um homem desses… Ele não vai ser do tipo frágil de saúde, né?

— Não. — Luiza respondeu quase automaticamente.

Mas, no instante seguinte, percebeu o que havia dito, e Lilian a olhou com uma expressão cheia de curiosidade e malícia:

— Como você sabe que ele não é fraco?

Luiza não poderia responder que já havia sentido o quanto ele era forte, ou pior, que tinha acabado de sentir.

Então, sem dizer mais nada, ela se levantou para pegar o remédio de Lilian. Depois que Lilian tomou o medicamento, Luiza não deu tempo para mais perguntas. Simplesmente a empurrou para a cama, garantindo que ela descansasse.

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