No caminho para a Mansão dos Marques, o pensamento de Luiza estava completamente focado em uma única coisa: calcular o tempo mínimo necessário para concluir o projeto em que estava trabalhando.
Se conseguisse finalizar o projeto, a família Marques não teria mais o mesmo controle sobre ela. A partir daí, ela poderia pegar Lilian e ir para bem longe. Se não fosse possível permanecer no país, sairia do país.
Luiza não suportava mais que essas pessoas usassem Lilian como peça de jogo.
Ela não conseguia entender como o poder e as diferenças de classe podiam dividir as pessoas de forma tão cruel, separando-as em níveis tão distintos. Para pessoas comuns, só o ato de lutar para sobreviver já exigia cada grama de força.
Presa no trânsito do horário de pico, ela levou mais de uma hora até finalmente chegar à Mansão dos Marques.
Ao entrar na sala de visitas com a bolsa na mão, Luiza viu Cristina sentada ao lado de Dona Joana, exibindo uma postura impecável e um sorriso elegante.
Então, era Cristina a convidada daquela noite.
O rosto de Dona Joana, habitualmente austero, exibia uma expressão rara de cordialidade. Ficava claro que ela estava bastante satisfeita com Cristina.
Luiza se aproximou e disse:
— Vovó.
Talvez por estar diante de Cristina, Dona Joana manteve uma certa gentileza ao responder:
— Que bom que você veio. Estávamos esperando por você para começar o jantar.
Cristina sorriu levemente e cumprimentou Luiza:
— Luiza, ficou presa no trânsito?
— Fiquei sim, o horário de pico complicou um pouco. — Luiza respondeu com naturalidade.
Mal terminou de falar, e Dona Joana já a olhava com leve reprovação:
— Está vendo como sua futura cunhada é atenciosa com você?

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