Outono e inverno eram épocas em que as doenças se espalhavam com mais facilidade. Luiza já estava no terceiro dia consecutivo atendendo pacientes, mas, por fim, o número de encaixes de última hora havia diminuído.
— Dra. Luiza, muito obrigada! Toda vez que eu peço encaixe, a senhora aceita.
Naquela tarde, Luiza não tinha consultas agendadas. Em vez disso, estava realizando sessões de acupuntura no consultório. Enquanto colocava as agulhas, a paciente, deitada na maca, aproveitou para agradecê-la.
A paciente era uma mulher de quase cinquenta anos, uma de suas pacientes mais antigas. Ela sofria de uma doença renal grave, vinha de uma família com dificuldades financeiras, tinha perdido um filho ainda jovem e o marido era um verdadeiro problema.
Cada vez que vinha ao consultório, a mulher precisava sair de casa antes do dia amanhecer. Era um trajeto longo: duas baldeações de ônibus, seguidas por mais três de metrô, até chegar.
Talvez fosse o lado humano de Luiza como médica, ou talvez uma empatia mais pessoal. O coração dela sempre amolecia diante da história daquela mulher. Luiza sorriu enquanto respondia:
— Agradecer pelo quê? Vocês vêm aqui, pagam pelas consultas, e eu só faço meu trabalho: cuidar da saúde de vocês. É o que eu devo fazer.
— Mas a moça do caixa me contou agora há pouco... — A mulher enxugou uma lágrima no canto do olho. — Disse que todas as vezes você tira dinheiro do próprio bolso para me dar desconto nos remédios. E nunca cobrou pelas sessões de acupuntura.
Luiza ficou levemente surpresa, mas a mão que segurava as agulhas permaneceu firme. Uma a uma, as dez agulhas foram colocadas com precisão nos pontos corretos. Depois de um breve silêncio, ela sorriu de leve e revelou, com sinceridade:
— Minha mãe, se estivesse viva, teria mais ou menos a sua idade.
Depois de dizer isso, Luiza controlou suas emoções e orientou a paciente de forma prática:
— Se precisar de alguma coisa, é só apertar o botão ao lado da cama. Eu volto em 30 minutos para retirar as agulhas.
Quando terminou o expediente, já era quase três da tarde.
Faminta, Luiza encontrou um restaurante próximo para almoçar. Durante a refeição, ela ligou para Lilian.
Ao saber que Lilian estava ocupada com assuntos no escritório de advocacia, Luiza decidiu não voltar para casa cedo. Passou numa loja, comprou algumas frutas e foi visitar Dona Noemi. Só não esperava que Miguel também estivesse em casa.
O casal ficou visivelmente feliz ao vê-la chegar.
— Não era pra você estar atendendo hoje? — Dona Noemi perguntou, surpresa. — Vi no grupo das enfermeiras que você estava bem ocupada esses dias. Como ainda tem energia pra vir nos visitar?
Luiza colocou as frutas sobre a mesa, segurou o braço de Dona Noemi com um sorriso caloroso e respondeu:
— Eu vim especialmente para a senhora. Prometi que nos próximos dias faria um tratamento de beleza pra você.
Luiza ergueu o rosto com um sorriso animado:
— Quero sim! Faz tempo que não provo a comida do professor.
Ela se lembrou de quando tinha nove anos e começou a aprender medicina com Miguel. Tudo começou com o básico: identificar e classificar ervas medicinais.
Nos feriados, ela sempre chegava cedo e saía tarde. Gustavo a levava pela manhã e a buscava à noite.
Mas, com o tempo, ela passou a ir e voltar sozinha.
Dona Noemi, que sempre quisera ter uma filha, mas só teve um filho, era completamente apaixonada por Luiza. Desde o início, tratava a menina como uma filha e odiava cada minuto que precisava se separar dela.
Ela conhecia os gostos de Luiza como ninguém.
— Certo, continue aí com seus preparos. Quando o jantar estiver pronto, eu te chamo. — Dona Noemi fechou a porta com um sorriso caloroso.
Embora Luiza estivesse apenas se distraindo, seu talento natural era algo que parecia ter sido entregue pelos céus.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
O valor das moedas por capítulo, chega a ser uma piada de mal gosto. Nem comprando um livro físico seria tão caro assim, por atualizações....
Amando o livro, tomara que atualizem logo....
Achei muito rápido e sem graça quando a Luiza revelou a paternidade, nem tivemos a reação do Gustavo direito e já cortou pra 3 capítulos da Gabriela ZzZzzZ... Sem falar nas cenas de ação do sequestro super mal escritas, mal deu pra entender realmente como ela se livrou do capanga e como o Gustavo já conseguiu subir e encontrar com ela. Muito confuso, tanto capítulo e nada de escrever direito a história, se eu não fosse tão curiosa já teria desistido....
Alguém mais não consegue de jeito nenhum comprar moedas? Estou umas 3h tentando, vários bancos diferente e cartões e bandeira etc e não aceita...
Estou emocionadaaa!! Ate que em fim ela contou a verdade. Ansiosa para o proximo capitulo....
Dropei. Tempo perdido....
Está extremamente cansativa, parece que nenhum deles tem o mínimo de maturidade, como podem adultos agirem como criança? Todos são ingênuos demais, enrolação demais, faz vários capítulos queestou com vontade de dropar, só ainda não dropei porque não gosto de ler pela metade, mas esse eu não sei se vou conseguir ler tudo, cansativo....
Pq não libera uma quantidade maior de capítulo...
Quanta enrolação! Está ficando muito cansativa a história, sempre a mesma coisa. Parece até um labirinto repetitivo e que acaba ficando tedioso...
Prefiro nem ler mais. Vou imaginar um final ótimo para todos os personagens e é isso. A história é boa, mas não muda o disco. Acabou ficando chata e repetitiva....