Gustavo organizava dois check-ups anuais para Dona Manuela e sabia melhor do que ninguém sobre o estado de saúde dela.
Manuela, no entanto, revirou os olhos para ele e retrucou:
— Que charlatã o quê! Aquela doutora é ótima, sabe muito bem o que faz, além de ser educada e simpática...
Enquanto falava, os olhos de Manuela brilharam de repente:
— Na verdade, acho que ela seria uma namorada perfeita para você!
Gustavo passou a mão na testa, como se estivesse tentando aliviar uma dor de cabeça, e respondeu com frieza:
— A senhora vê uma mulher, viva, e já acha que ela pode ser minha namorada.
— E o que tem de errado nisso? Não confia no meu bom gosto?
— Vovó, essas coisas têm a ver com afinidade.
— Afinidade? Você nem conheceu a moça, como sabe que não tem afinidade? — Manuela não deu ouvidos à desculpa dele. — Pode deixar. Vou voltar lá mais algumas vezes, criar intimidade com a doutora e trazê-la aqui para você conhecer. Ela é tão bonita e comportada...
— Vovó... — Gustavo massageou as têmporas, sentindo uma pontada na cabeça, e mudou de assunto. — Estou com fome.
— Com fome? Já viu que horas são? Como ainda não comeu nada? Ah, espera aí! — Manuela levantou-se num pulo, largando a bengala, e foi para a cozinha com passos surpreendentemente ágeis.
Leonardo, que estava parado ao lado, disse em tom preocupado:
— O que acha de investigarmos essa médica? Só para garantir que a senhora não está sendo enganada.
— Não precisa. — Gustavo pegou a tigela de "remédio", cheirou o conteúdo e fez uma careta. — O mais importante é que a vovó esteja feliz.
— E esse remédio?
— É só um chá de ervas. Estão cobrando caro dela por nada. — Gustavo falou com indiferença, recostando-se no sofá de forma relaxada, as pernas compridas quase sem espaço para se acomodarem. Sua voz saiu fria. — Só não deixe que ela traga essa médica para casa.
— Entendido. — Leonardo assentiu e pegou o celular, verificando as mensagens. Ele franziu a testa antes de informar. — Sr. Gustavo, amanhã é o jantar da família Marques. A Luiza vai estar lá.
Gustavo estreitou os olhos, sua voz não revelava nenhuma emoção:
— Quando foi que ela deixou de ir?
— Se a Luiza estiver lá, é bem provável que sofra mais uma rodada de “castigos”. Vamos evitar o jantar?
Com o rosto sério, Gustavo interrompeu bruscamente:


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