Luiza sentiu como se alguma coisa tivesse agarrado o coração dela de repente. Do outro lado, talvez por causa do vento forte demais, Gustavo parecia não ter escutado direito o que ela tinha dito:
— Lola, o que você falou agora há pouco?
Luiza respirou fundo, tentando desfazer aquela dor apertada no peito:
— Não foi nada… Você já chegou no hotel, né?
Do outro lado, o homem parecia ter entrado em algum ambiente fechado. O som do vento ficou para trás e, de repente, o silêncio era tão nítido que Luiza conseguiu ouvir os passos firmes e cadenciados dele.
Antes que ele desligasse, Luiza ainda perguntou:
— Se eu quiser falar com você depois… Eu ligo pra esse mesmo número?
— Sim. — Gustavo deu uma risada suave. — Agora você consegue dormir sossegada?
Ela não estava exatamente sossegada, mas Luiza não queria deixar Gustavo preocupado, estando ele em outro país. Ela assentiu, mesmo que ele não pudesse ver:
— Eu vou dormir agora.
Assim que ela terminou, ela ainda acrescentou:
— Você também… Tenta descansar cedo.
Pelo fuso horário, lá também já era noite.
Gustavo pareceu que ia dizer mais alguma coisa, mas acabou não falando nada:
— Tá bom.
Quando a chamada terminou, Luiza olhou para o celular já com a tela apagada e, de repente, sorriu.
Ela achou que talvez tivesse assistido drama demais.
Só de ouvir a voz de uma mulher, a imaginação dela já disparava.
Ele já era bom demais com ela. Ela devia confiar nele sem reservas.
Enquanto pensava nisso, o sono foi voltando devagar. Ela se encolheu toda debaixo do cobertor e, desta vez, pegou no sono de verdade.
Ter ido dormir tarde não atrapalhou em nada o relógio biológico dela.
Nos dois dias seguintes, ela ainda precisava atender no consultório.
Naquela manhã, ela tinha acabado de chegar, sentar na cadeira e ainda nem tinha chamado o primeiro paciente quando recebeu um áudio da Lilian, com aquele choro fingido de novela:
— Meu bem, você sentiu minha falta? Porque eu já tô morrendo de saudade.
Lilian estava acostumada a morar com ela. Bastaram alguns dias sem ver a amiga para ela começar a sofrer.
Luiza não se aguentou e riu. Com preguiça de digitar, ela respondeu com um áudio:
— Então vem pro Solar do Lago hoje e dorme lá comigo.
Manuela, provavelmente para deixar mais espaço para ela e Gustavo, nesses dois dias em que o pé já tinha melhorado bastante, nem cogitou subir para o segundo andar.
À noite, o andar de cima inteiro ficava só para Luiza. Se Lilian fosse, ainda faria companhia.
Lilian logo fez piada e mandou mensagem:
[E eu vou dormir onde, no meio de vocês dois?]
[O Gustavo viajou a trabalho.]
[Feito. Hoje eu tô de folga. Você sai do consultório que horas? Eu passo aí e vou de carona com você.]
Luiza riu de leve:
[Por volta das duas. Mas antes de ir pra casa eu tenho que passar no hospital pra fazer o pré-natal.]
[Perfeito, eu vou com você! O Gustavo ainda não foi com você em nenhuma consulta, né? Eu quero ser a primeira.]
Luiza deu uma risadinha e, em vez de escrever, mandou só um sticker de “OK”, depois começou a chamar os pacientes.
Quando ela conseguiu pegar no celular de novo, já era quase duas da tarde. Lilian tinha chegado ao consultório meia hora antes e estava esperando por ela.
As duas almoçaram numa cafeteria ali perto e seguiram direto para o hospital.
No banco do carona, Lilian lançou um olhar para o nome do hospital no GPS, estranhou e perguntou:
Luiza conseguiu fazer os exames do pré-natal sem dificuldade. No fim, quando ela foi fazer o ultrassom, Lilian ainda entrou junto.
Quando as duas ouviram, ao mesmo tempo, o som do coração do bebê, as duas ficaram com os olhos marejados.
Lilian começou a rir e chorar ao mesmo tempo, surpresa:
— O coraçãozinho dele é muito rápido!
— É normal o batimento ser mais acelerado nessa fase. — O médico, com medo de deixá-las preocupadas, se apressou em explicar, sorrindo.
Quando o exame terminou, Lilian a ajudou a descer da maca e não segurou o elogio:
— Meu bem, você é incrível.
Luiza… Realmente tinha um bebê ali dentro!
Luiza firmou os pés no chão e já ia responder quando ouviu o sinal de mensagem do celular dentro da bolsa.
Enquanto iam saindo da sala, Lilian meteu a mão na bolsa, encontrou o celular e o entregou para ela, brincando:
— Mal acabou de fazer o exame e o Gustavo já sentiu no ar, foi?
Luiza sorriu de canto, mas, assim que destravou a tela, o corpo inteiro dela ficou rígido.
Era uma frase. E uma foto.
[Luiza, o bebê que ela está esperando é do Gustavo, né?]
Na imagem, Gustavo aparecia de terno, com a mão apoiada no braço de uma mulher grávida, barriga enorme, mas ainda assim linda e toda produzida, com uma idade próxima à dele.
Ao fundo, dava para ver claramente que era o setor de obstetrícia de um hospital no exterior, em frente à sala de exames.
Luiza ficou parada no lugar. Ela teve uma vontade estranha de rir, mas o riso não saiu.
Percebendo algo errado, Lilian se aproximou instintivamente, deu uma olhada na tela e congelou:
— O Gustavo não parece ser esse tipo de cara. Você mesma me disse que ele viajou a trabalho, não foi? Essa foto aí tem toda a cara de montagem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...