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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 783

Soren achava que Douglas, por sair em defesa de uma “estranha” e ficar ali comprando briga com ele sem largar do osso, só podia ser um idiota.

Parecia que até o ar em volta tinha ficado mais pesado.

Quanto mais Soren pensava, mais aquilo lhe parecia ridículo.

— Douglas, a Nina disse que considera você como um irmão mais novo, e você realmente acredita que é irmão de sangue dela? Eu e você é que somos irmãos de verdade…

— E o que isso tem a ver comigo? — Douglas cortou a frase no meio. Nos olhos que quase sempre pareciam frios e distantes, surgiu de repente um brilho firme, autoritário. — Se você machuca ela, você paga por isso.

A voz dele saiu baixa, mas sem deixar espaço para recuo:

— Você não valoriza ela. Sempre vai ter gente…

Antes que ele terminasse a frase, a porta do salão foi empurrada por alguém do lado de fora. Ele viu Cauã parado na entrada e engoliu o resto das palavras.

Cauã ficou ali, no vão da porta, o olhar passando pelos dois irmãos em confronto, até enfim parar em Douglas.

— Eu já vou indo.

Douglas se levantou como se nada tivesse acontecido, ajeitou a barra do casaco e caminhou na direção da porta.

Ao passar por Soren, ele não reduziu o passo, nem desviou o olhar para encarar o irmão.

Cauã se colocou um pouco de lado, abrindo passagem. Quando Douglas chegou ao lado dele, Cauã olhou para Soren com uma expressão neutra e soltou, em tom leve:

— Olha só… Se não é o meu cunhado. Quer dizer, ex-cunhado. Fica à vontade, pode aproveitar o jantar. A gente está de saída.

Cauã e Douglas deixaram o Restaurante Hipicus, um logo atrás do outro.

Só depois que ele entrou no carro preto de Cauã é que Douglas falou:

— Cauã, por que você veio?

— A minha irmã pediu para eu passar aqui e dar uma olhada. — Cauã ligou o carro, a voz solta, quase despreocupada. — Eu é que não esperava que você se mexesse tão rápido.

Ele lançou um olhar de lado para Douglas:

— Você voltou para Cidade B quando?

— Hoje à tarde. — Douglas se recostou no banco. — Eu aproveitei a viagem para resolver uma coisa.

Douglas ouviu o cuidado excessivo no tom dela e sentiu uma mistura estranha subir no peito, algo que ele mesmo não sabia explicar.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, até que, de repente, perguntou:

— Mãe, por que a senhora pensa neles o tempo todo?

Do outro lado da linha, houve um claro momento de espanto.

— Eu…

— Eu é que sou o seu filho. — A voz de Douglas não tinha grandes variações, mas cada palavra batia pesada, como se caísse em algo sólido. — A senhora só se preocupa se o meu pai e o Soren estão felizes ou não. A senhora nunca perguntou o que eu quero.

Joyce foi pega de surpresa. Ela demorou um bocado para responder, e, quando falou de novo, o tom tinha ficado mais baixo, carregado de culpa e de carinho:

— Douglas, eu sei que você se sente injustiçado. Mas tudo o que é da família Duarte um dia vai ser seu. Já a herança da família Williams… Não vale a pena você brigar por isso desse jeito, você entende?

Douglas baixou o olhar.

— Quem falou que o que eu quero é a herança da família Williams?

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