Luiza assentiu com a cabeça:
— Sim.
— Eu vou com você nesse dia. — Gustavo falou, e em seguida perguntou sobre Osvaldo. — Se você for encontrar o Osvaldo de novo nesses dias, lembra de me chamar pra ir junto.
Ele sentiu, lá no fundo, que tinha alguma coisa fora do lugar.
Mas, até então, Osvaldo não tinha feito nada que realmente prejudicasse Luiza. Talvez fosse só paranoia dele.
Luiza topou na hora:
— Tá bom.
Depois do café, Luiza e Gustavo saíram juntos, mas logo se separaram ainda no jardim.
Gustavo foi para o Grupo Marques, e ela seguiu pro consultório, pra atender.
Como eles tinham saído mais tarde que o normal, quando ela chegou ao consultório já tinha praticamente batido em cima da hora.
Quando ela entrou às pressas no ambulatório, um dos pacientes mais antigos não resistiu e se preocupou:
— Doutora Luiza, anda mais devagar, vai. A gente não tá com tanta pressa assim.
Antes, Luiza costumava começar a chamar os pacientes com pelo menos meia hora de antecedência, às vezes até mais cedo.
Agora que ela estava grávida, os pacientes também tinham aprendido a se colocar no lugar dela, entendendo que a rotina dela não era nada fácil.
Luiza respondeu com um sorriso aberto:
— Tá bom.
Mas os passos dela não desaceleraram. Ela cruzou o corredor a passos largos, entrou no consultório, tirou rápido o trench coat e vestiu o jaleco branco num gesto treinado.
Logo depois, ela começou a chamar os pacientes.
A avó de Cristina também tinha ido naquele dia. Mesmo sem a neta, Luiza reconheceu a senhora de primeira.
Depois de examinar direitinho, ela ajustou a medicação, preencheu a receita e entregou o papel, percebendo a preocupação estampada no rosto da idosa. Ela sorriu, os olhos se fechando um pouco:
— Dona, se a senhora seguir direitinho o tratamento, seu corpo vai responder bem e a senhora vai melhorar cada vez mais. Não precisa ficar tão aflita.
Nos anos de ambulatório, Luiza já tinha visto muita gente parecida com ela.
Não importava a idade: quando alguém adoecia, o medo vinha junto. Por isso, além de receitar, ela se acostumou a acolher. Às vezes, uma frase dita por um médico valia mais do que mil palavras da família.
E, como era de se esperar, o rosto da avó de Cristina se abriu num meio sorriso. Depois de agradecer, ela saiu com o marido pra pegar os remédios.
Ela já não era mais responsável só por si mesma. Não podia se jogar de cabeça em tudo e pagar o preço sozinha.
Raul ainda falou, com a voz mansa:
— Os pacientes entenderam numa boa. Então, relaxa. Quando for hora de descansar, descansa de verdade.
— Tá bom. — Luiza curvou os lábios num sorriso e falou com sinceridade. — Raul, obrigada.
— Vai me agradecer por quê? — Raul riu de leve e só então levantou a marmita que carregava na mão. — Agradece a Noemi. Eu fui falar com o Miguel hoje de manhã sobre o rumo da nossa pesquisa, e a Noemi já mandou eu trazer o almoço pra você.
Luiza sabia que Miguel e Noemi realmente a tratavam como filha.
O peito dela se encheu de um calor bom enquanto ela pegava o pote da mão dele:
— Você já comeu?
— Já.
Raul sempre soube até onde podia ir, e até onde devia recuar.
Na visita de hoje ao Miguel, ele já estava informado de que Luiza e Gustavo tinham reatado. Então ele, naturalmente, também soube se recolocar no lugar certo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...