Maia ainda estava imersa em um sono tranquilo quando o som insistente de batidas na porta a despertou.
Assim que abriu a porta, deu de cara com Ethan e sua expressão nada amigável. Imediatamente, um alerta soou em sua mente.
— Senhor, aconteceu alguma coisa?
Os olhos de Ethan estavam afiados como lâminas.
— Quando foi a última vez que a Luiza voltou aqui?
Ao lado, os dedos longos e bem cuidados de Gabriela se cravaram na palma da mão.
Aquela mulher tinha se mudado. Gabriela finalmente estava aproveitando a posição de dona da casa e não queria, de forma alguma, ver Luiza de volta.
— A Sra. Luiza? Ela volta aqui todos os dias... — Maia fingiu uma expressão confusa, mas sua reação foi rápida. — Ah, não, espere. Hoje não. Dona Paula vai fazer 80 anos e pediu que ela fosse até lá para ajudar a escolher algumas coisas.
O olhar de Gabriela passou de surpreso a cheio de dúvidas.
Por que Maia estava escondendo o fato de que Luiza havia se mudado?
Será que Maia também achava que Gabriela era mais adequada para ser a dona daquela casa?
Esse pensamento fez os lábios de Gabriela se curvarem em um leve sorriso. Ela olhou para Ethan.
— Ah, Ethan, é só uma noite fora de casa. Por que você está tão paranoico?
Ethan ignorou o comentário dela e continuou olhando para Maia.
— E os livros da estante dela? Por que só sobraram alguns?
Maia hesitou por um segundo, mas logo respondeu, mantendo a compostura.
— Sempre teve apenas esses livros ali. Talvez o senhor esteja se confundindo.
— Será? — Ethan murmurou, com uma ponta de dúvida. Ele realmente não tinha certeza.
Depois do casamento, ele usava sua rotina atribulada como desculpa para passar a maior parte das noites dormindo em outro quarto. Suas visitas ao quarto principal eram raras, então ele nunca prestou muita atenção aos detalhes.
Gabriela soltou um bocejo preguiçoso.
— Maia sempre foi muito cuidadosa com as coisas da casa. Se ela disse que sempre foi assim, por que você ainda está desconfiando?
— Não, não estou. — Ethan respondeu, finalmente convencido.
Maia era uma funcionária antiga da família Soares. Ela jamais protegeria Luiza ou esconderia algo dele.
Além disso, Luiza não sairia da casa sem dizer uma palavra.
Ele pensou nos amigos que tinham namoradas ou esposas. Sempre que havia algum problema, elas faziam questão de chorar, gritar e esperar por um pedido de desculpas.


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