Celina não tentou se mostrar forte e seguiu logo atrás.
Ambas estavam descalças, pisando com dificuldade pelo caminho coberto de galhos e pedrinhas.
Depois de caminharem uns sete ou oito metros, duas pessoas vieram correndo pela frente.
Alex, por instinto, colocou-se à frente de Celina para protegê-la.
Os dois que se aproximavam também pararam ao vê-los.
Essas duas pessoas não tinham vindo para ajudar.
"Tem certeza de que não quer cooperar?" Alex perguntou.
Celina entendeu: ele queria dizer que, se ela balançasse a cabeça, ele não se envolveria mais com aquilo naquela noite.
Após pensar por dois segundos, ela mordeu os lábios e saiu correndo.
Não tinha dado muitos passos quando ouviu duas exclamações atrás de si.
Ao olhar para trás, percebeu que os dois perseguidores já estavam caídos no chão, e Alex ofegava.
"Você..."
Celina ia falar algo, mas luzes apareceram adiante no caminho.
Um grupo de pessoas, claramente bem treinadas, vinha correndo em sua direção.
O secretário de Alex vinha à frente.
"Diretor Leite, o médico está lá em cima. Vamos escoltá-lo agora."
Alex recuperou o fôlego: "A Srta. Reis me deve um favor. Leve-a primeiro."
O secretário não fez perguntas, ordenou imediatamente que colocassem Celina em uma maca e a levassem.
Quando Celina sumiu de vista, o semblante de Alex ficou sombrio.
O secretário se aproximou rapidamente e sussurrou: "Foi o Sr. Renato que me ligou, só então soube que havia ocorrido algo aqui. As pessoas lá em cima já foram contidas, ninguém foi alertado."
Alguns arranhões realçavam ainda mais o ar frio e implacável de Alex.
"Pergunte se foi ele quem fez isso. Se foi, quero uma explicação!"
O secretário assentiu: "Entendido."

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