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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 171

No telefonema, Celina não conseguiu explicar direito, então foi pessoalmente até o Rio no Céu.

Levou também o presente que Alex lhe dera dias atrás: um nobre extrato de guaraná da vida.

Karina brincou: "Olha só, nossa Celina agora só compra coisa de outro nível, hein?"

"Foi um amigo meio bobo que me deu."

Celina respondeu com indiferença, mudando de assunto para perguntar ao avô sobre a compra do quadro.

Genival, depois de um tempo cuidando da saúde, estava com boa aparência, mas o olhar permanecia sombrio.

"‘Neves’ é uma pintura que pertenceu à Família Marques por gerações. Quando nossa família faliu, fui obrigado a vendê-la para garantir o sustento de todos. Agora soube que amanhã à noite ela será leiloada. Tenho uma pequena poupança..."

Enquanto falava, colocou um cartão na mão de Celina.

"Com a morte de Antônio, sinto que falhei com nossos ancestrais. Aqui tem cem mil reais. Se conseguir resgatar o quadro, sentirei que fiz algo digno deles. Se não der... tudo bem."

Genival estava tomado pela tristeza.

Celina lembrou do cartão que Renato deixara com ela, com um saldo de quinhentos mil.

Ela arqueou as sobrancelhas. "Vou conferir. Se for adequado, eu compro."

Na noite seguinte, no Hotel Cloud Top, Sala Lua.

Por ser um leilão privado, os convidados eram poucos, mas todos da mais alta sociedade — ricos, influentes e, além disso, dotados de certo refinamento.

Celina vestia um vestido azul-marinho de corte francês.

O corte simples realçava sua cintura fina, o decote quadrado deixava à mostra a delicada clavícula, as mangas três quartos valorizavam os pulsos de alabastro, e a saia esvoaçante deixava ver as pernas elegantes a cada passo — pura graça e sofisticação.

Jackson conhecia cada uma das qualidades de sua silhueta, e por isso, sempre que a levava a algum evento, fazia questão de escolher vestidos que lhe escondessem todos os atrativos. Assim, para os outros, Dona Tavares era apenas uma mulher comum, sem brilho.

Mas naquela noite, sozinha, tudo aquilo que ela sempre ocultava se derramava em cada movimento, atraindo olhares admirados por todo o salão.

"Irmã, você também veio?"

Alice, de mãos dadas com a mãe, se aproximou animada, como se entre elas jamais houvesse mágoas.

Elisa sorriu: "Celina, se soubéssemos que você viria ao coquetel, poderíamos ter vindo juntas. Veja só, Jackson prometeu à Alice que ela poderia escolher qualquer presente no leilão. E você, veio comprar o quê? Jackson está sabendo?"

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