Celina segurou-se na pia.
A voz grave de Jackson soou ao fundo.
"Solte."
Marisa parecia ter sido afastada, mas logo se aproximou novamente.
"Sua meia-irmã disse que vocês estão quase se divorciando. Uma mulher tão rígida e sem graça, já passou da hora de trocar. Que tal me experimentar?"
As vozes dos dois se aproximavam cada vez mais.
Celina, sem saber por quê, ficou nervosa, segurando a borda da pia, sem ter ideia de para onde se esconder.
Félix avançou rapidamente e a puxou para si.
Entre a pia e o salão havia apenas um biombo separando.
No jogo de luz e sombra, Jackson entrou por um lado do biombo, enquanto Félix, com o braço ao redor da cintura de Celina, saiu pelo outro lado.
Marisa, no momento certo, atraiu o olhar de Jackson; com a altura de Félix servindo de barreira, o desencontro foi perfeito.
No entanto, Félix não a levou para longe. Assim que saíram do banheiro, ele pressionou Celina contra a parede do corredor.
Com medo de machucá-la, protegendo a nuca dela com a palma da mão.
O aroma frio de cedro escapou de sua manga, envolvendo pouco a pouco a respiração dela.
Por um instante, Celina sentiu a mente confusa; instintivamente tentou empurrá-lo e sussurrou: "Me deixe ir..."
Félix deu uma risada baixa junto ao ouvido dela, os dedos deslizando pelo pulso pulsante dela, segurando-o firme.
"Não quer saber o que vai acontecer depois?"
Celina ergueu o rosto e o encarou, indignada. Já na casa dos trinta, mas agindo como uma fofoqueira da vizinhança, os olhos brilhando diante de qualquer novidade — que comportamento era esse!
No banheiro, Marisa ainda não tinha desistido.
Jackson estava prestes a ir ao banheiro masculino quando Marisa, de repente, segurou sua gravata.
"Diretor Tavares, eu sei exatamente o que o senhor quer com meu pai. Sobre a atualização das baterias de caminhões pesados sustentáveis, vou lhe contar um segredo..."

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