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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 299

O olhar de Celina pousou por um instante naquele copo, meio cheio de coquetel improvisado.

"Se o senhor, Diretor Macedo, não cumprir o que prometeu, eu mesma darei um jeito de arrastá-lo para o inferno."

Assim que terminou de falar, ela abraçou o enorme copo e, com uma postura quase desesperada, engoliu grandes goles.

O destilado queimou sua garganta como fogo, ardendo e revirando em seu estômago. Seus dedos se fecharam com força, mas ela não interrompeu o movimento.

O resto da bebida escorreu pelo canto dos lábios, deslizando pelo pescoço e encharcando a gola da camisa. Aquela marca úmida e desajeitada refletia o desamparo e a pequenez dolorosa que sentia naquele momento.

Bum!

Celina largou a taça vazia na mesa com força. Seu corpo vacilou involuntariamente, mas ainda assim se esforçou para se manter de pé, encarando Everaldo diretamente.

"Ligue agora!"

O olhar de Everaldo era complicado; sua expressão ficou sombria por alguns instantes, mas no fim cumpriu a promessa: pegou o celular e, diante de Celina, admitiu para a Ouvidoria que fora ele quem bebera demais na noite anterior e dissera bobagens por estar embriagado.

Celina guardou o saco com as provas de volta na bolsa.

Everaldo apressou-se em dizer: "Deixe isso comigo."

Celina soltou um riso seco: "Isso não faz parte do nosso acordo."

Dito isso, virou-se e saiu rapidamente.

Ela tinha bebido demais, e nem o assistente ousou detê-la.

Desceu pelo elevador até o estacionamento, indo direto para a vaga de Jessica.

Jessica, ao ver sua silhueta cambaleante, ficou tensa, saiu do carro imediatamente e correu em sua direção.

Celina praticamente caiu em seus braços, exalando um cheiro forte de álcool misturado com suor frio, a respiração quente e ofegante.

Jessica segurou-a pelos ombros já trêmulos, com lágrimas brotando instantaneamente.

"Se o Pederneira Verde acabou, acabou. Por que você precisa se sacrificar assim?"

Celina sentia a cabeça girar, o estômago doía cada vez mais; já estava à beira do colapso.

"Eu já vomitei uma vez. Me leve logo para o hospital, senão não vou ter forças nem para andar."

Jessica, com os olhos vermelhos, rapidamente a ajudou a entrar no carro.

Sentando-se no banco do motorista, Jessica fez uma ligação e acelerou em direção ao hospital.

Jessica hesitou por um instante, mas respondeu com firmeza incomum: "Há alguém que pode responder por ela. Enfim, não pode avisar o Jackson."

Menos de meia hora depois, Renato chegou ao hospital e assinou todos os documentos necessários por Celina.

Naquele momento, Celina já havia sido levada para a UTI.

Geraldo lhe disse: "O sangramento foi menor do que esperávamos, mas o maior risco agora são as complicações decorrentes da intoxicação aguda por álcool. Precisamos observar de perto."

Renato deu um soco na parede, rosnando: "Será que ninguém consegue detê-los?"

Jessica já não chorava, mas seus olhos continuavam vermelhos.

"Você teria coragem de enfrentar a Família Tavares? Everaldo, seu pai aprovaria que você fosse contra eles?"

Renato ficou sem palavras diante daquelas perguntas.

"Esse mundo não se move por justiça, mas por influência. Você passou quatro anos na Família Leite, o que conquistou? Ela teve que limpar sua bagunça, mas no momento que ela precisa de apoio, ninguém pode ajudá-la. Se realmente se importa com ela, mostre valor, faça valer sua presença na Família Leite e torne-se o apoio dela."

As palavras frias de Jessica atingiram Renato em cheio, e o silêncio sufocante se espalhou.

Geraldo, após lançar um olhar para a irmã, que agora parecia bem mais madura, virou-se e foi para o corredor.

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