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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 399

"Tudo bem, antes de te deixar entrar, deixa eu matar um pouco a saudade."

Assim que terminou, ele a beijou.

Celina tentou se esquivar, mas ele segurou a nuca dela.

Ele tomou sua respiração sem deixá-la resistir.

Celina quase ficou sem ar e só então ele a soltou, ainda ofegante, encostando a testa na dela.

"Eu não disse que você fez algo errado, por que está brava? Só estou preocupado que o Renato não seja cuidadoso o suficiente e acabe te prejudicando. Uma coisa tão séria assim, por que não me contou antes? Celina..."

Félix segurou a parte de trás do pescoço dela.

"...Você ainda não percebeu que eu sou o seu homem?"

O calor de sua respiração voltou a se aproximar, Celina ficou ofegante, quase tocando os lábios dele.

"Eu também tinha medo de te envolver..." havia um leve tom de mágoa em sua voz, "por isso pedi pra ele ir."

Félix riu baixo, passando o dedo no canto dos lábios dela: "Faça o que quiser fazer. Mas, se houver risco, você precisa me avisar antes."

O olhar dele era sereno e firme. "Lembre-se, em qualquer momento, eu sou seu apoio."

Ele tinha visto claramente tudo que aconteceu naquela noite.

A reação de Celina não era mais uma simples retaliação, mas uma resposta ainda mais forte e quase proibida.

Agora que ela sabia se proteger assim, tudo que ele precisava fazer era ser a força que sustentava ela.

Mas Celina ficou paralisada com as palavras dele.

O homem apertou de leve o rosto dela e sorriu: "Ficou emocionada comigo, foi? Srta. Reis. Já me ama um pouquinho mais?"

Celina voltou a si, desviou o olhar, e respondeu teimosamente: "Não, nem um pouco."

Félix sorriu, pegou o secador de cabelo das mãos dela e a fez sentar-se no banco, começando a secar seu cabelo.

Por algum motivo, Celina sempre achava que ele tinha um carinho especial pela casquinha na parte de trás da cabeça dela.

Sempre que tinha oportunidade, seus dedos passavam por ali, acariciando de leve.

Quando o cabelo ficou seco, Celina guardou o secador e quis mandá-lo embora.

"Por que não posso ficar?" ele perguntou.

Félix ficou em silêncio por um instante. "Amanhã te levo ao médico."

Celina sorriu, virou-se e se aconchegou nos braços dele.

"Está tudo bem, é porque eu já tenho problema de frio no útero, por isso reagi tão forte."

"Frio?" Ele riu baixo. "Aqui tenho um ‘aquecedor’ pronto, quer... que eu te esquente?"

Sem esperar a resposta de Celina, ele já começou a aquecê-la...

Na manhã seguinte, quando Celina acordou, o lado ao seu lado estava vazio de novo.

Depois de se arrumar, ela desceu. Toda a Família Leite estava reunida na sala de jantar.

Alex, ao vê-la, puxou-a para sentar ao seu lado.

Samuel ainda conversava com Félix, sem dar atenção a ela, com a atitude fria de um estranho.

Era exatamente o que Celina queria: enquanto ela cuidava dos interesses próximos de Amélia, também ganhava o distanciamento de Samuel—um plano perfeito.

Ela baixou os olhos, concentrando-se no café da manhã: uma tigela de mingau de trufa com lagosta, um pãozinho de carne, acompanhados de leite e blueberries.

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