Entrar Via

Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 43

Só porque lhe lançou um olhar severo na casa antiga, ela ficou ainda mais assustada do que de manhã.

Além disso, ela apresentava uma atitude claramente evasiva, demonstrando não querer conversar com ele.

Mas Jackson se recompôs e ainda assim disse: "Você não jantou. Peça para a Sra. Costa preparar alguns pratos para você."

"Posso não comer?"

Depois de perguntar, ela hesitou um instante e corrigiu: "Se for realmente necessário comer, então só um pouco."

Ela era muito submissa, mas Jackson não gostava desse sentimento.

"Se não quiser comer, não coma. Vou pedir para a Sra. Costa preparar um lanche e deixar aquecido. Se você sentir fome durante a noite, pode comer."

Celina olhou na direção do porão. "Tem mais alguma coisa? Se não, posso subir para descansar um pouco?"

Ela ainda tinha medo que ele quisesse trancá-la.

Isso feriu o coração de Jackson.

"Celina, esta é sua casa. Você não precisa me pedir permissão para fazer o que quiser."

Não, aqui já não era mais.

No dia do quarto aniversário de casamento, quando entregasse o presente especial, ela não teria mais nenhuma relação com aquele homem.

Celina não disse nada e subiu as escadas.

Jackson observou suas costas, com as sobrancelhas ainda mais franzidas.

Quis segui-la, mas o celular tocou.

Era Alice, ligando do hospital...

Celina voltou à suíte principal, tomou um banho e adormeceu imediatamente.

Seu corpo já não era como antes, cansava-se com facilidade. Pensou que outro dia deveria procurar medicina tradicional.

A situação estava difícil, ela podia a qualquer momento ultrapassar o limite de Jackson, e, com esse corpo frágil, não poderia se dar ao luxo de adoecer.

No meio de um sono confuso, sentiu alguém tocando seu rosto.

Aquele era o quarto principal, e naquele momento, o único que poderia estar ali era Jackson.

Depois de abraçar Alice, agora vinha abraçá-la, e Celina sentiu-se profundamente enojada.

Ela despertou assustada, sem conseguir controlar suas emoções, gritou com ele: "Não me toque!"

Jackson estava sentado à beira da cama, paralisado pela reação dela.

Recobrando a consciência, Celina percebeu que talvez tivesse exagerado. Seu olhar agressivo suavizou.

"Desculpe, eu achei que fosse..."

Ela não conseguiu inventar uma desculpa, abraçou-se instintivamente e perguntou: "Você precisa de alguma coisa?"

"Se não formos, pode me soltar? Eu... eu estou passando mal."

Celina continuava rejeitando seu toque, ainda que não tão vigorosamente quanto antes.

Depois de ter ficado trancada no quartinho escuro, ela aprendeu a suportar, mas seu corpo desenvolveu reações automáticas, que não conseguia controlar.

Jackson percebeu, mas não comentou. Disse apenas algumas palavras para que ela descansasse bem e saiu, aborrecido.

Quanto ao destino dele naquela madrugada, Celina não perguntou.

Porque ela já não se importava mais.

...

Em um beco sem câmeras, soou um estrondo metálico.

Uma silhueta magra como papel bateu em cheio em uma lixeira de metal.

Logo em seguida, o lamento dos delinquentes, estridentes como galinhas assustadas, cortou o silêncio da noite.

O loiro foi o que mais sofreu.

Estirado sobre a lixeira, não conseguia se levantar, com as mãos cobertas de sangue e feridas.

Jackson, anos atrás, fora mandado para o quartel por Xavier Tavares para aprender disciplina, e agora tinha habilidades formidáveis.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?