Nos olhos do homem, acendeu-se uma chama sombria...
Quando Celina saiu, seu rosto estava corado.
No entanto, parecia que, depois de um tempo relaxando, sua dor de cabeça havia passado.
Ao chegar no térreo do prédio de internação, ela parou de repente.
Jackson estava na porta, como se a esperasse há muito tempo.
"Você precisa de algo?" Celina perguntou, com cautela.
"Você ficou bastante tempo no carro com ele," ele comentou.
Celina arqueou a sobrancelha. "E o que isso tem a ver com você?"
Mesmo depois de tantos dias sem se verem, ele ainda mantinha aquele ar de arrogância inquestionável.
"Félix não é o homem certo para você."
Celina sorriu diante das palavras dele. "E por acaso você é?"
Aquela arrogância de Jackson se quebrou de imediato, e uma dor profunda, misturada com arrependimento, surgiu em seu olhar, que ele rapidamente reprimiu.
"Sim, eu já paguei o preço. Por isso, agora entendo melhor do que ninguém o valor de se dar importância ao que se tem."
Um leve tom de sarcasmo surgiu no rosto de Celina. "Então desejo que o Presidente Tavares tenha um relacionamento duradouro da próxima vez."
Dizendo isso, ela se preparou para ir embora.
"Celina," Jackson a chamou, "você pode continuar acreditando que ele vai te proteger, mas não se esqueça: vai chegar o momento em que ele terá que fazer escolhas. Quando esse momento chegar, você vai enxergar quais são as verdadeiras prioridades dele. E o meu celular... sempre estará ligado para você."
Celina olhou para ele por cima do ombro, o olhar nada amigável.
"Então você ficou aqui de propósito só para me dizer isso?"
Assim que terminou de falar, o Diretor Salgado entrou no hall carregando uma sacola cheia de produtos de reposição.
"Presidente Tavares, vim visitar a dona Thais. Me desculpe por incomodar a ponto de ter que vir me receber pessoalmente. Esperei muito?"
Jackson olhou para ele com indiferença. "Eu agradeço pela consideração."

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