Celina olhou para o número familiar, pensou por um momento e recusou a chamada.
Do outro lado, ele não ligou mais.
Bernardo colocou o avô no carro de volta para a Mansão Sampaio. A expressão gentil e respeitosa em seu rosto desapareceu instantaneamente.
Ele pegou o celular com uma expressão impassível e ligou para Luiza.
Nesse momento, Luiza e Agnes caminhavam em direção ao estacionamento. O toque repentino do telefone fez o coração das duas disparar.
O nome "Bernardo" na tela deixou Agnes ainda mais em pânico do que Luiza.
"Irmã, ele... ele vai querer acertar as contas com você?"
Luiza respirou fundo e atendeu.
Assim que a chamada foi conectada, a voz gélida de Bernardo a atingiu.
"Eu sei que você não foi longe. Volte aqui agora mesmo!"
Luiza tentou manter a calma. "O que tiver que ser, conversamos em casa."
Bernardo concordou.
Quando Luiza entrou no apartamento, Bernardo estava de costas para ela, olhando pela janela.
Agnes não queria subir, mas Luiza disse que só a levaria para casa depois de resolver as coisas com Bernardo. Então, ela teve que subir, encolhendo-se timidamente na sombra da entrada.
Bernardo se virou, o olhar para a namorada desprovido de qualquer calor.
"Luiza, com essa sua cena de hoje, seguindo, tirando fotos e fazendo fofoca, você se sentiu muito bem, não é?"
A raiva contida de Luiza explodiu.
"E você, Bernardo? Você sabia que era um restaurante para casais e marcou de se encontrar com ela lá. Quais eram suas intenções?"
"É apenas um restaurante para casais, um jantar, não um quarto de hotel. Um compromisso social normal, e aos seus olhos é algo tão sujo?"
Luiza queria dizer que eles haviam combinado de nunca fazer nada que pudesse parecer uma traição aos olhos dos outros.

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