"O Diretor Braga já tinha mantido os contatos certos na prisão?"
Celina, de surpresa, jogou um copo d’água no rosto dele.
"Você, mulherzinha que só sabe agradar homem, quem você pensa que é?"
Hugo, irritado, revidou arremessando sua própria xícara de chá em Celina e se levantou furioso.
A xícara bateu com força nas costas da mão de Celina, deixando uma mancha roxa.
O prefeito, levando em conta a posição de Celina, apressou-se em intervir: "Calma, irmão, mulher é tudo igual, não vale a pena se rebaixar."
Hugo sabia que, hoje, Celina estava ali como Dona Tavares, então não poderia tocá-la.
Mas, para ele, nunca existiu mulher que mandasse em sua casa.
"Isso mesmo, esse tipo de coisa devia ser resolvida com o marido dela. Quero ver se ele vai largar os negócios por causa de uma mulher burra dessas."
Celina apertou os dentes e exibiu um leve sorriso. "E se ele assinar, resolve?"
Os irmãos Hugo apenas deixaram um "vê se resolve" antes de sair.
A postura de Celina, que até então se mantinha firme, desmoronou.
Na verdade, entre ela e os interesses do grupo, ela também achava que Jackson escolheria o segundo sem hesitar.
...
À noite, quando Celina voltou para a Mansão Platina, Jackson tinha chegado apenas dez minutos antes dela.
Alice o mantinha sentado na sala, insistindo que ele comesse toda a salada de frutas antes de ir para o escritório.
Jackson, nos últimos dias, estava irritadiço com os conflitos com Celina, tudo o incomodava.
Estava comendo quando Celina entrou em casa.
Ao ver os dois juntos no sofá, Celina se preparou para subir, mas Jackson ordenou: "Fique aí."
O tom dele era duro, refletindo seu mau humor.
Celina parou, virou-se para ele e disse: "Demonstrar afeto só tem graça com plateia? Sem público, você perde o interesse?"
O rosto de Jackson se fechou ainda mais.


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