Enquanto dizia isso, ela olhou para Jackson.
"Você prometeu que cuidaria bem da minha filha, não pode voltar atrás, viu? Alice ainda não se casou, nem namorado tem, é uma moça direita, pura, você…"
Claramente, Elisa falava como se fossem suas últimas palavras, mas Celina não conseguiu conter uma risada.
"Já vi gente ameaçando se matar pra forçar casamento, mas nunca vi alguém ameaçando se matar pra obrigar outro a aceitar sua filha como amante. Já que você se rebaixa tanto, devia morrer logo."
Assim que terminou de falar, Vinicius explodiu de raiva.
"Celina, você acha que isso é jeito de falar? Ainda lembra que eu sou seu sogro?"
Jackson fechou os olhos por um instante e puxou Celina para trás de si.
Vendo a situação, Alice se ajoelhou de repente aos pés de Celina.
"Irmã, se eu não estivesse tomando remédio antidepressivo, eu mesma doaria sangue pra mamãe, mas agora… realmente não temos outra saída."
Ela chorava copiosamente, a voz embargada de emoção.
"Por favor, te imploro, salve a minha mãe…"
"De jeito nenhum."
Celina respondeu seca, sem hesitação, e se virou para sair do quarto.
"Parem ela!"
Bastou uma ordem de Vinicius, e dois seguranças bloquearam imediatamente a porta.
Celina se virou devagar, o olhar afiado como uma lâmina de gelo direcionado a Vinicius: "O que foi, sogro, vai me amarrar pra tirar meu sangue à força?"
O rosto de Vinicius escureceu. "Você me obrigou a isso. Peguem o celular dela, não deixem que alerte a dona Francisca."
"Se tocarem nela, vão ver."
A voz de Jackson era fria como gelo recém-formado.


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