Margarida não se deu ao trabalho de responder às palavras vazias de ostentação de Andreia.
“Eu só vim te avisar, se você quiser se divorciar do Firmino, vai ter que fazer algo que ele deteste.”
Margarida permaneceu indiferente.
Ao ser ignorada, Andreia lançou um olhar furioso, os olhos quase em chamas. “Ficou surda? Não ouviu o que eu disse?”
“Não cabe a você me dizer o que fazer, nem preciso que me ensine como agir.” Margarida baixou os olhos para a mão de Andreia em seu ombro, agarrou-a e afastou com firmeza.
“Em vez de perder tempo comigo, seria melhor ir atrás do Firmino.”
De repente, Andreia sorriu. “Firmino é o melhor partido ao qual você poderia aspirar. Fui mesmo ingênua por acreditar que você queria se divorciar dele. Em tudo que você faz, não vejo nenhum sinal de que tenha mesmo intenção de se separar.”
“Se não quer se divorciar, então aguarde ser expulsa de casa pelo Firmino. Vou começar a agir agora.”
Ela curvou os lábios num sorriso desafiador.
“Seria ótimo para mim.” Margarida respondeu com indiferença.
Cheia de raiva, Andreia se retirou. Quando Margarida terminou de pintar e saiu, encontrou Hyndara arrumando o quarto dela.
Ao olhar para dentro, viu que todos os pertences de Andreia já tinham sumido.
“Andreia não mora mais neste quarto?” Margarida se dirigiu ao quarto principal.
“Senhora, a Sra. Barros já se mudou da casa. Ela não comentou nada com a senhora?”
Margarida parou, surpresa.
Mudou-se?
Andreia tinha feito tanto para voltar a morar ali, por que sair assim de repente?
Ela balançou a cabeça, lembrando que Andreia dissera que começaria a agir. Será que mudar-se fazia parte de algum jogo para tentar conquistar Firmino pelo afastamento?
Sem se preocupar mais, Margarida sentiu-se aliviada.
Melhor assim.
Se Andreia ficasse, teria que ficar de olho nela o tempo todo, preocupada que pudesse fazer algo contra seu filho.

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