Margarida ainda não tinha falado nada quando o homem já a beijou novamente e disse: “Amanhã vamos comprar.”
Ela olhou para ele, sem entender.
O que ele queria agora? Que intenção era aquela?
Primeiro fez Andreia se mudar, e assim que ela mencionou, já queria comprar uma casa para ela.
“O que foi?” Firmino arqueou a sobrancelha.
Margarida mordeu os lábios. “Nada.”
“Em qual bairro você gostaria de ter uma casa?” Firmino acariciava os dedos dela, admirando-os com carinho, sem conseguir largar de suas mãos arredondadas.
Será que ele queria demonstrar sinceridade? Provar que não sentia mais nada por Andreia?
Margarida, querendo confirmar sua suspeita, falou: “Da última vez, quando estive na casa da Sra. Barros, gostei bastante daquela casa, tanto da disposição quanto da localização. Mas vi que as outras casas daquele bairro já foram vendidas.”
Firmino manteve a expressão serena. “Se você gostou daquela casa, ela será sua.”
Um brilho diferente passou pelos olhos de Margarida. “Mas aquela não é a casa da Sra. Barros? Você acha que pode simplesmente dar?”
“O que você quiser, vou fazer de tudo para te dar.” Firmino sorriu levemente.
Margarida sorriu em silêncio, escondendo o desprezo no olhar.
Claramente ele comprou a casa para Andreia e, se quisesse, poderia tomar de volta a qualquer momento, mas falava como se fosse um gesto de grande paixão.
No dia seguinte, Franklin apareceu na casa onde Andreia morava, acompanhado da equipe de mudança.
Vendo as pessoas atrás dele, Andreia franziu a testa, incomodada. “Franklin, o que você está fazendo aqui com essa gente?”
Eles usavam uniformes com o nome da empresa estampado.
“Sra. Barros, o Sr. Gonçalves já providenciou outro lugar para a senhora morar. Precisamos desocupar esta casa.”
“Você está disponível agora? Se sim, vou pedir que eles entrem para ajudar a empacotar suas coisas.”

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