“Eu já te disse, assim que Andreia se recuperar, vou mandá-la embora. Ela não vai mais nos incomodar no futuro.”
Ele colocou a mão sobre o abdômen dela. “Gestantes não devem se irritar.”
Virar a página?
Ele achava mesmo que com apenas algumas palavras poderia deixar tudo para trás?
Firmino em momento algum pensou em resolver o problema, apenas evitou responder.
Margarida afastou a mão dele, sorriu e não disse mais nada.
Ela já não tinha mais disposição para discutir com Firmino.
“O que Andreia teve?”, Margarida perguntou, um pouco curiosa.
Antes que Firmino pudesse responder, a porta do quarto foi aberta por fora. Fernanda entrou apressada em direção a Margarida. “Margarida, vamos passear no shopping, suas roupas antigas não servem mais agora que está grávida. A mãe vai te levar para comprar roupas novas.”
A súbita gentileza de Fernanda deixou Margarida totalmente desconfortável.
Afinal, Fernanda havia acabado de alertá-la, e agora queria levá-la ao shopping?
Aquilo era estranho demais.
Quando há algo fora do comum, certamente há algo por trás. Margarida retirou a mão da mãe. “Mãe, se tem algo que precisa que eu faça, pode dizer diretamente, não precisa fazer rodeios.”
A expressão de Fernanda estava um pouco estranha; mais uma vez puxou a mão de Margarida, tentando fazê-la levantar.
“Margarida, eu só quero te levar para comprar roupas, qual seria o problema?”
Margarida sorriu e perguntou: “Mãe, desde que casei com Firmino, alguma vez a senhora já foi ao shopping comigo?”
Elas nunca haviam saído juntas para passear.
A atitude de Fernanda para com Margarida sempre fora indiferente; no fundo, nunca gostou da nora, achava que ela não era boa o suficiente para Firmino.

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