Leôncio a levou a uma casa de fondue, um lugar que ela conhecia bem, pois na época da faculdade sempre ia lá comer com os colegas. O sabor era ótimo, o preço acessível, muito apropriado para estudantes.
Os dois escolheram uma mesa perto da janela. Naquele momento, havia poucos clientes no restaurante e o ambiente estava tranquilo.
Margarida contemplava um pequeno jardim do lado de fora.
Aquele jardim suspenso fora projetado pelo proprietário. Cada flor florescia com exuberância, exalando um aroma delicado que invadia o interior do restaurante.
As flores do jardim mudavam conforme as estações, e a terra jamais ficava vazia: sempre havia algo florido, tornando-se também um ponto famoso para fotos e visitas.
“Margarida, gosta de flores?” Ao perceber o olhar atento dela, Leôncio perguntou de repente.
A pergunta soou um pouco inesperada.
“Coisas bonitas sempre agradam as pessoas.”
Um entregador chamou o número do seu pedido na porta do restaurante. Leôncio se levantou e, ao retornar, trazia em mãos um belo buquê de flores.
O arranjo era especialmente vibrante, transmitindo o clima do verão.
O buquê estava embrulhado em papéis de cor vermelha, azul-clara e amarela; as flores dentro seguiam o mesmo padrão, de cores vivas e harmoniosas.
Leôncio entregou o buquê a ela com ambas as mãos. “Margarida, é para você.”
Margarida não aceitou. “Leôncio, eu já sou casada. Não é apropriado um homem solteiro dar flores a uma mulher casada.”
Mesmo assim, ele não recolheu a mão, mantendo as flores erguidas. “Qual o problema? Se quero dar, dou. Margarida, um buquê é só para te alegrar, não pense demais.”
Como não pensar demais?
Margarida percebeu que algumas pessoas já olhavam na direção deles. Não queria ser o centro das atenções e franziu a testa.
“Deixe as flores sobre a mesa.”

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