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Ex-marido que insiste na reconciliação romance Capítulo 4

O camarote ficou em silêncio de uma hora para outra.

Vários executivos ao lado olharam interessados.-

Sónia apertou a alça da bolsa, e o sorriso não mudou: — Sr. Queiroz, a aprovação de qualificações tem regras claras. Se a tecnologia atende aos padrões, deveria...

— Deveria?

O Sr. Queiroz a interrompeu: — Sónia, você tem sido muito bem protegida pelo Sr. Valente? Você é tão ingênua assim?

Ele se levantou e foi até ela: — Sónia. Converse bem comigo esta noite, e eu garanto que vocês pegarão o certificado em três meses. Caso contrário...

Ele não continuou, mas o significado era claro.

Sónia abaixou os olhos e ficou em silêncio por alguns segundos. Ao levantar a cabeça novamente, recuperou o sorriso adequado.

— O Sr. Queiroz está certo. Eu deveria conversar bem com o senhor.

Ao terminar a frase, pegou o celular e o colocou na orelha.

— Sra. Queiroz, a senhora ouviu tudo, não ouviu?

— Ouvi. Obrigada, Srta. Pires. Eu vou cuidar dos problemas da família.

Ao ouvir a voz feminina fria e familiar vinda do telefone, a expressão do Sr. Queiroz mudou.

Os outros executivos que assistiam à cena também ficaram atônitos. Eles não esperavam que Sónia fizesse isso.

Afinal, era conhecido que o Sr. Queiroz tinha medo da esposa, já que havia se casado e ido morar na casa do sogro, e construíra sua fortuna graças ao sogro e à Sra. Queiroz.

— Sr. Queiroz, quanto à colaboração entre a AeroTech Soluções e a família Queiroz, acho que posso contorná-lo e falar diretamente com a Sra. Queiroz. Afinal, a Sra. Queiroz é a maior acionista.

Sónia sorriu, guardou os documentos e se preparou para sair.

— Sua vagabunda! Você não sabe o seu lugar!

Para surpresa dela, o Sr. Queiroz ficou enfurecido. Antes que Sónia pudesse reagir, ele agarrou seu pulso, querendo empurrá-la para trás com força.

Sónia se desequilibrou e caiu para trás, mas não sentiu a dor esperada. Em vez disso, bateu em uma parede humana.

O perfume frio e familiar de cedro encheu o ar.

A voz fria e profunda do homem veio de cima: — Sr. Queiroz, não é bom bater em mulheres.

O tom foi suave, mas trouxe uma pressão que não permitia contestações.

Sónia ficou distraída por um momento.

— Sr., Sr. Monteiro...

O Sr. Queiroz também ficou surpreso ao ver Francisco.

Este Sr. Monteiro era uma nova força nos negócios, um prodígio comercial, e o herdeiro da família aristocrática de Porto Real.

Ele ouviu dizer que o homem viera a Vila Nova recentemente para expandir os negócios.

Por isso, ele perguntara por toda parte, querendo fazer parcerias e conexões com Francisco, e havia se esforçado muito para convidá-lo naquela noite.

Mas a noite toda, a não ser quando ele acabou de entrar e disse "divirtam-se", o homem apenas sentou-se num canto, e ninguém se atreveu a incomodá-lo.

Depois que Francisco levou Sónia para fora do camarote, ela imediatamente jogou a mão dele longe e se desvencilhou de seus abraços.

Vendo que ela iria embora, Francisco disse em tom suave: — Não sabe nem dizer um obrigado?

Sónia virou a cabeça e o encarou, com as mãos ao lado do corpo apertadas.

— Obrigada, Francisco.

Depois de falar, ela virou as costas para ir embora.

Ao ouvir isso, Francisco franziu a testa e olhou para as costas dela, dizendo com voz fria e dura.

— Termine com Elvis logo.

Os passos de Sónia hesitaram um pouco, mas ela não olhou para trás e continuou a caminhar.

Francisco ficou parado e viu de longe que ela parou um táxi e foi embora.

Ele estreitou os olhos, tirou o maço de cigarros do bolso e acendeu um cigarro.

Na fumaça, o olhar do homem estava escuro e incerto.

Logo, o celular tocou.

Ele apagou o cigarro e atendeu o telefone. A frieza em seu rosto desapareceu.

Vinha do telefone a voz suave de uma menininha.

— Papai, já é tão tarde, por que você não volta?

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