Barnaby levantou a cabeça, seu rosto estava encovado pelo desespero.
Passos pesados ecoavam pela garagem subterrânea à medida que a equipe da SWAT se aproximava.
O rosto de Barnaby tornou-se cinzento. Ele gritou para o motorista tirá-los dali, o pânico subindo em sua voz.
Mas seu guarda-costas de maior confiança virou-se, sacou uma arma e pressionou o cano exatamente entre os olhos de Barnaby.
Ele não hesitou. Puxou o gatilho.
Um estrondo ensurdecedor abalou o carro.
Os olhos de Barnaby se arregalaram. Seu corpo deu um solavanco e depois desabou para trás em uma poça de sangue que se espalhava, com a descrença gravada em seu rosto.
Ele jamais poderia ter imaginado que, após uma vida inteira de manipulação, perderia tudo para uma garota de vinte anos.
Ele nunca sonhou que o homem em quem mais confiava seria aquele a acabar com ele.
No momento em que a equipe da SWAT invadiu a garagem, o guarda-costas já havia virado a arma contra si mesmo.
Ele apertou o gatilho e caiu sem vida no chão.
Cada ponta solta foi cortada em um instante.
A transmissão da vigilância congelou naquela cena. Helen olhou para o monitor, seus lábios se curvando em um divertimento irônico. "Aquele era definitivamente um dos próprios assassinos de Noctis. Barnaby nem percebeu que tinha uma arma apontada para a cabeça o tempo todo."
As pessoas de Noctis não tinham consciência alguma.
Os Roffes fizeram o trabalho sujo por anos, e Noctis ainda os descartou como lixo.
Esse era o verdadeiro rosto do Laboratório Noctis — as pessoas não eram nada para eles.
Timothy levantou-se e pousou a mão no encosto da cadeira de Helen, sua boca se curvando em um sorriso conhecedor. "Já usei a última chamada criptografada de Barnaby para localizar a posição exata do chamado enviado."
Ele se inclinou, sua voz baixa e rouca. "Helen, o resto é com você."
Os dedos de Helen dançaram pelo teclado, cortando camadas de código com precisão mortal.
O monitor se encheu com uma torrente de dados criptografados, saltando de um servidor para outro, rasgando cada firewall em seu caminho.
Timothy a observava, os olhos ardendo de admiração ao contemplar seu brilho focado e selvagem.
Ela parecia brilhar quando trabalhava assim.
"Feito."
A voz de Helen quebrou o silêncio, suave e sem pressa.
Timothy finalmente olhou para a tela.
Um mapa apareceu, um único ponto vermelho pulsando no meio de um vasto azul.
Timothy estreitou os olhos. "Isso é uma ilha particular em águas internacionais?"
Helen assentiu, tocando as teclas mais duas vezes.
A tela mudou para a transmissão de uma câmera ao vivo.
Mas Helen havia embutido um vírus de rastreamento de alto nível nas profundezas do código.
Ela já podia prever que tipo de caos esse relatório traria aos Roffes.
Ela podia prever cada movimento que Barnaby faria.
Assim que ele confirmasse os dados, ele os enviaria direto para o Laboratório Noctis para provar que os Roffes ainda tinham valor.
No segundo em que Noctis abrisse o arquivo, o rastreador de Helen travaria na sede deles.
Agora ela os tinha.
Ela havia encontrado o covil do rei dos ratos.
Quanto ao motivo pelo qual o relatório de Sheila no palco se transformou no mesmo vírus que Helen plantou nos arquivos da Rising Phoenix?
Simples.
Assim que Barnaby entregou os dados a Noctis e o rastreador de Helen foi ativado, bastou um estalar de dedos dela.
Devolver o próprio vírus de Sheila para ela foi quase fácil demais.
Timothy a observava, quase inebriado enquanto ela se relaxava, sua arrogância selvagem completamente diferente de sua postura fria habitual.
Ele a puxou para seus braços, sua voz grave e perigosa.
"Noctis ou Lucis, não importa. Qualquer um que ouse colocar os pés no território de Dracovia já está acabado."

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