Era tarde da noite, e aquele maluco do Gabriel ainda estava lá, à espreita dela. O telefonema da noite anterior tinha sido completamente em vão.
— Você está me confundindo com outra pessoa. — Murmurou Beatriz em voz baixa, tentando puxar a mão de volta.
— Eu nunca te confundiria! Mesmo que virasse pó... Eu ainda te reconheceria. Se tem coragem, me mostra esse rosto!
Gabriel passou de segurá-la com uma mão a agarrar os dois braços com força. A dor fez Beatriz franzir a testa.
Ela tentou se soltar de todas as formas, ou pelo menos alcançar o celular para chamar a polícia. Mas era impossível escapar daquela força de ferro.
Além disso, por estar de salto alto, um puxão mais brusco a desequilibrou. Ela caiu para trás.
Suas costas bateram contra o peito dele. Gabriel aproveitou o momento e arrancou seus óculos escuros. Ao encarar aqueles olhos cheios de pânico e raiva, não teve mais dúvidas.
— Ainda vai dizer que não é a Beatriz? Então por que está toda coberta assim?
Ele estendeu a mão de novo para tirar a máscara dela. Mas desta vez Beatriz já tinha recuperado o equilíbrio. Com um movimento rápido, virou-se e estalou um tapa em seu rosto.
O som do tapa ecoou pelo corredor silencioso.
Gabriel, no entanto, continuou segurando firme o pulso dela. Os olhos escuros estavam fixos nos dela, intensos, flamejantes, como os de um lobo que crava os dentes na presa e se recusa a soltar.
Ele pressionou a língua contra a bochecha onde o tapa ardia. Falou firme:
— Se esse tapa te fizer se sentir melhor... Pode bater de novo.
Beatriz o encarou com frieza.
— Se fosse pra aliviar minha raiva, eu teria que te esfolar vivo, arrancar tua carne em pedaços e jogar pros cães.
Gabriel ficou paralisado ao ouvir aquilo. Cerrou os punhos e murmurou, entre a dor e a incredulidade:
Gabriel cerrou os dentes, quase se odiando por parecer tão ridículo.
Logo ele, que era capaz de negociar bilhões em reuniões internacionais, alternando entre quatro idiomas sem perder a compostura... Agora estava ali, sem chão, só porque queria dizer que, sem perceber, também tinha se apaixonado por Beatriz.
Ela já tinha destravado o celular.
Gabriel olhou e viu que ela estava discando para a polícia. No impulso, num movimento desesperado, arrancou o aparelho das mãos dela.
Beatriz levantou os olhos, furiosa.
Ele estava com o rosto vermelho, o pescoço rígido, e os olhos... Os olhos pareciam em chamas.
Sem dizer uma palavra, ele simplesmente a puxou para fora dali.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...