— Pode ir embora, eu fico mais um pouco. — Disse Gabriel, sem levantar os olhos.
Rafael nada pôde fazer além de obedecer. Ao sair, comunicou a situação ao mordomo.
No andar, os seguranças ainda estavam de plantão. Rafael os viu e pensou que já não havia necessidade de tamanha vigilância.
O Sr. Gabriel de agora transmitia a sensação de uma terra devastada por um incêndio: calcinada, sem vida.
Ele não entendia... Teria sido por causa do embate com o Sr. Henrique, ao ignorá-lo e optar por colaborar com Renato?
Mas o que mais o intrigava era o fato de Gabriel sequer visitar o hospital. Dias atrás, não desgrudava de Beatriz, quase como se respirasse ao lado dela.
No hospital particular, no quarto de Beatriz.
O mordomo relatava a Henrique o que Rafael lhe transmitira. O velho senhor ouviu sem demonstrar emoção.
— Isso não é ótimo? — Disse, seco. — Não incomoda mais a Beatriz, não fala em se matar e ainda por cima se dedica ao trabalho. Aumenta a eficiência.
— Eu temo que, se continuar assim, uma hora ele desabe... — Murmurou o mordomo, preocupado.
— Não vai acontecer. — Respondeu Henrique, firme.
E prosseguiu:
— Quando a mãe dele morreu, sim, ele adoeceu de tanto sofrer. Aquilo se manifestou no corpo. Agora é diferente. Gabriel está perfeitamente lúcido. Apenas enxergou a realidade. Percebeu que sempre há montanhas mais altas e que não pode controlar tudo sozinho. É por isso que se aquietou.
Era o processo natural de amadurecer: passar da ilusão de que o mundo girava em torno de si para aceitar que não era o centro de nada.
No caso de Gabriel, essa consciência viera tarde. A proteção da família, somada ao próprio esforço, sempre o poupara das maiores dores.
— Não precisa se preocupar em excesso. Ele vai superar esse período por conta própria. — Concluiu Henrique.
Levantou-se então, pronto para visitar Beatriz. Queria também saber quais condições de indenização Renato havia oferecido.
Letícia já havia partido. Em seu lugar, estava Daniel.
Quando Henrique entrou no quarto, o rapaz se levantou imediatamente, cedendo-lhe o assento com respeito.
Beatriz o cumprimentou, e o Sr. Henrique respondeu com um aceno breve.
— Bia, não se angustie tanto. Até agora, as agressões de Vitória só ocorreram porque Gabriel estava ao seu lado. Agora, com ele afastado, ela não terá mais motivo para perder o juízo. — Acrescentou Henrique.
O divórcio estava consumado, e ele mesmo mandara vigiar Gabriel para impedir que se aproximasse de Beatriz.
Sob essa lógica, não havia razão para Vitória voltar a atacá-la...
A menos que fosse, de fato, uma pessoa de caráter extremo, mentalmente desequilibrada.
Beatriz permaneceu em silêncio, sem contestar.
Não queria deixar brechas. O que desejava era apenas uma salvaguarda no contrato, um plano contra qualquer eventualidade.
Ela conhecia bem Vitória. Uma mulher que, ao perder o amor de Gabriel, reagira com fúria e a sequestrara, movida por ciúme cego...
Uma pessoa assim, embriagada pelo poder recém-conquistado, dificilmente deixaria as mágoas no passado.
Vitória era, no fundo, uma insana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle
É UM DESRESPEITO AO LEITOR ESTORIAS SEM FINAL!A PLATAFORMA DEVERIA SÓ LANÇAR O LIVRO QUANDO TIVESSEM ELE CONCLUIDO....
Estou achando que é mais uma história sem final...
10 dias sem colocar capítulos! Um desrespeito!...
É estranho que no app da BueNovela consta como concluído e vai apenas até o capítulo 1100 também...
Está demorando muito para atualizar...
Aparece concluído no capítulo 1100 mas não faz sentido pois ainda há muitas coisas acontecendo. Leti♥Rex meu casal...
Parou de postar capítulos. Que feio! Desestimulo total! Já não bastava a enrolacao agora nem posta mais!...
Parou por que. Atualiza!...
Atualiza!...
Parou de postar os capítulos por que???...