— Nós somos uma família, sim! Uma família de verdade!
Graciela disse isso com um ar de triunfo.
Xavier se apressou para tentar impedi-la de continuar.
— Eu te aviso, não fale besteira!
— Desde que cheguei, você me trata assim! Eu sou mais velha que você, por educação, deveria me chamar de ‘mãe’! — Graciela afastou a mão de Xavier que apontava para ela, repreendendo-o em voz alta.
— Ele te chamar de ‘mãe’? — Serena arregalou os olhos.
— Serena, ela está inventando, eu, eu... — Xavier não conseguia se explicar.
— E você acha que merece que o meu filho te chame assim? Quem você pensa que é? — Wilma gritou para Graciela, mas temendo que Serena adivinhasse a verdade por causa da palavra ‘mãe’, acrescentou: — Não temos nenhuma intimidade com ela, é só uma louca!
— Louca é você! — gritou Graciela de volta para Wilma.
— É você, sim! Você!
— Esqueceu da surra de ontem à noite?
— Tente encostar um dedo em mim de novo para ver!
— Pode deixar que eu tento!
O policial, vendo que as duas estavam prestes a partir para a briga, interveio com um grito:
— Vocês pensam que aqui é a casa de vocês? Sentem-se e fiquem quietas! E mais, expliquem de uma vez, qual é a relação de vocês?
— Não temos nenhuma relação com ela! — disse Wilma.
— Nós somos uma família! — insistiu Graciela.
— Já sei — disse Serena de repente, com os olhos brilhando. Ela olhou para Graciela. — Você disse que é da família Marques e que o Xavier deveria te chamar de mãe, certo?
Graciela exibiu um sorriso vitorioso. Ela não tinha dito nada, fora a própria Serena quem havia adivinhado.
— Serena, você entendeu errado, eu não tenho nada com a Ângela...
Xavier, ao ver a expressão de epifania no rosto de Serena, entrou em pânico. E quanto mais em pânico ficava, menos sabia como se defender.
— Então é isso! — exclamou Serena, e depois, respirando fundo, olhou para Graciela. — Então você é a amante que o pai do Xavier mantém fora de casa!

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