Serena também sorriu.
— Nós ainda podemos continuar em Cidade Lumia?
— Serena, o primo só estava brincando com você!
— Que brincadeira engraçada. — Serena continuou sorrindo, então seu olhar se fixou na lápide de sua mãe. — Por que tem um sapato velho na lápide da minha mãe?
Alexandre fuzilou o pai com o olhar, e o pai de Alexandre correu para retirar o sapato.
— E tem marcas de pegadas também — continuou Serena.
O pai de Alexandre estava prestes a limpar com a manga da camisa.
— Acho que lamber com a boca deixaria mais limpo.
— Serena, como você pode pedir ao seu tio para...
— E esses cuspes. — Serena interrompeu o pai de Alexandre, passando o olhar por cada rosto da Família Paiva. — Quem cuspiu, vai lamber de volta.
Ao ouvir isso, todos da Família Paiva ficaram pasmos.
— Garota, nós somos seus mais velhos! Não seja tão abusada! — gritou a tia de Serena.
— Alexandre, não deve ter sido fácil para você, com essa sua inteligência, chegar ao cargo de gerente-geral da Game Glória, não é? — Serena ergueu uma sobrancelha para Alexandre.
Alexandre apertou os lábios com força. Aquilo era uma ameaça nua e crua. Se ele não fizesse o que ela mandava, ela faria Felipe demiti-lo.
— Nossos assuntos de família não precisam se misturar com o trabalho, certo? — ele disse, com um sorriso subserviente.
— Faz sentido — concordou Serena, para em seguida acrescentar: — Mas por que eu deveria ser razoável com você?
— Eu... eu sou seu primo...
— Pff! Você é digno? Quem sou eu? Eu, Serena, agora sou a senhora Costa do Grupo Glória. Acha que está no meu nível?
— Também não precisa ser tão arrogante.
— Meu marido está aqui. E daí se eu for arrogante?
— Você...
— Vocês sabem muito bem o que fizeram com a minha mãe no passado. Hoje, quero que se ajoelhem diante do túmulo dela e peçam desculpas como se deve!
— Querida cunhada...
— Concunhada...
Serena interrompeu todos eles.
— Chamem-na de Sra. Luz. Minha mãe não faz mais parte da família de vocês, então parem de tentar se associar a ela!
Sem escolha, eles tiveram que mudar o tratamento. Um por um, começaram a se curvar e pedir perdão.
Serena se agachou em frente ao túmulo da mãe e, com um lenço umedecido, limpou a sujeira.
Ela não os fez lamber. A boca deles também era suja e mancharia a lápide de sua mãe.
— Mãe, eu vim te ver. Sei que você não quer vê-los, e muito menos ter aquele animal ao seu lado. Fique tranquila, hoje eu vou te dar paz.
Dizendo isso, Serena se virou e encarou Alexandre.
— Quero que você tire o túmulo de Saulo Paiva daqui. Agora!
***

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