Graciela era claramente do tipo que não se devia provocar. Depois de serem pressionados por Serena, os professores do escritório agora tinham que lidar com Graciela, e a dor de cabeça só aumentava.
— Dona Graciela, por favor, acalme-se. Vamos esclarecer as coisas primeiro — disse a orientadora.
— O que há para esclarecer? Meu filho já me contou tudo! Alguém roubou o computador dele e, em vez de devolver, ainda bateu nele! De que família é essa criança? Pobres demais para comprar um, é isso? Quer um computador, compre o seu! Por que roubar o dos outros? Não tem vergonha na cara?
Enquanto praguejava, Graciela viu Robson, que estava em pé em frente ao seu filho. — Foi você, moleque?
Robson simplesmente revirou os olhos para ela.
— Ei, você ainda me olha torto? Parece que vou ter que te dar a lição que seus pais não te deram! — Dizendo isso, Graciela ameaçou agredi-lo.
Serena se colocou na frente de Robson. — A responsável por ele está aqui. Você quer brigar comigo?
Só então Graciela notou Serena. — Ué, o que você está fazendo aqui?
Nesse momento, Ângela chegou, ofegante. Ao ver a cena no escritório, ficou paralisada por um instante.
— O que... o que está acontecendo?
— Irmã! — Luciano correu até Ângela ao vê-la. — Aquele computador da Apple que você me deu, ele roubou! E não admite! Ainda chamou a irmã dele, dizendo que foi ela quem comprou para ele! Que piada, como se eles tivessem dinheiro para isso!
Ângela olhou para Serena e, vendo o sarcasmo em seus olhos, balançou a cabeça para Luciano.
— Não fale assim, é falta de educação.
— E desde quando eu preciso ter educação com gente pobre como eles?
— Luciano!

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