— Eu... uhm...
Com um movimento rápido, Graciela tapou a boca do filho.
Elas haviam prometido à Família Marques que manteriam o segredo até a assinatura do contrato, caso contrário, todos ficariam na miséria.
— Ele está falando besteira, nossa Ângela ainda não... não se casou — disse Graciela, apressada.
Serena deu um meio sorriso, mas não insistiu no assunto.
— É só um computador, realmente não é nada demais. Mas o fato de meu irmão ter sido injustiçado e agredido é algo que a universidade nos deve uma satisfação!
A situação estava clara. Embora não soubessem onde estava o computador de Luciano, o que estava no escritório era, sem dúvida, de Robson.
A orientadora rapidamente devolveu o notebook a Robson e exigiu que Luciano pedisse desculpas.
— Eu não vou me desculpar! Por quê? Mesmo que... mesmo que tenha sido a irmã dele que comprou, isso não prova que este é o dele!
Robson pegou o computador, abriu-o e digitou a senha. A tela se acendeu, revelando uma foto de família: seus pais, Serena e ele.
Depois de mostrar a tela para todos, Robson fechou o notebook e saiu com uma expressão fria.
O coração de Serena, no entanto, se aqueceu. Seu irmão ainda a via como parte da família.
Desta vez, Luciano ficou sem palavras, mas não podia perder a pose, então descontou sua raiva em Ângela.
— Por que você deixou outra pessoa comprar o meu presente de formatura? Eu nem gosto desse notebook, principalmente porque é igual ao de outra pessoa! Se você pode comprar, compre. Se não pode, não compre! Que vergonha!
Luciano fora criado sob a influência e os mimos de Graciela, e podia-se dizer que o aluno superou o mestre, especialmente na teimosia.
Ângela ficou irritada por ser repreendida, mas Graciela não a defendeu.
— A culpa é sua! Se não fosse por você, não teríamos passado por esse vexame!
— Mãe, você pode ser um pouco razoável?
Os três começaram a discutir no escritório, e os administradores e professores tiveram que intervir para acalmá-los.
Robson não queria um pedido de desculpas, mas Serena não deixaria as coisas assim.
Ela se aproximou de Luciano e zombou. — Agora você sabe quem comprou o seu notebook, não é?
Luciano bufou. — Foi você. E daí?
— E quem sou eu?
Luciano não daria o braço a torcer e ameaçou ir embora.
— Se você não disser, pode esquecer as chaves daquele carro! — Graciela ameaçou o filho.
Luciano bateu o pé com força, frustrado, mas como queria o carro, só lhe restou dizer a Serena, de mau humor: "Obrigado".
— Agradecer a quem? — Serena ergueu uma sobrancelha.
Luciano cerrou os dentes. — Agradecer à irmã do Robson, satisfeita?
— O agradecimento não é necessário. Você acusou meu irmão falsamente, o que mais você deveria dizer?
— Não abuse da sorte!
— Cinquenta mil!
— Desculpa!
Serena bufou. — Lembre-se bem: Robson tem uma irmã. E não me deixe descobrir que você o está maltratando de novo. Senão...
Ela olhou para os três, mãe e filhos. — ...eu acerto as contas com vocês!

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