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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 25

Serena finalmente conseguiu desviar os olhos da beleza do homem e olhou ao redor, percebendo que, além dele, não havia mais ninguém.

Claro, ele não podia ser o Doutor Sênior. Então, só podia ser... um paciente?

Quando viu um cartaz vermelho atrás do homem com os dizeres “Especialista em Infertilidade”, ela entendeu tudo.

— Você também veio para uma consulta, certo?

— ...

— Sabe onde está o médico?

— ...

— Está esperando há muito tempo?

— ...

Serena fez três perguntas seguidas, mas não obteve resposta. O homem continuava concentrado nos documentos em suas mãos.

— Ah, então ele é surdo.

Serena disse isso com um muxoxo, pensando que de nada adiantava ser bonito se não tinha educação.

Mesmo com a provocação clara de Serena, o homem não reagiu, nem mesmo demonstrou qualquer tipo de emoção.

Deixa para lá.

Serena suspirou. Já que ele estava esperando para ser atendido, ela também esperaria com paciência.

Enquanto estava entediada, Deise lhe enviou uma foto. Era de um jovem bonito e de aparência alegre.

Serena enviou alguns pontos de interrogação, e Deise respondeu com um emoji babando.

“Minha tia me arranjou um encontro. Estamos passeando no parque agora. Ele é gato ou não?”

Serena não respondeu se ele era gato ou não. Em vez disso, tirou uma foto discreta do perfil do homem ao seu lado e a enviou para Deise.

Deise: “Ele é uma estátua?”

Serena: “Não.”

Deise: “Um robô?”

Serena: “É uma pessoa de verdade.”

Deise: “Aaaaah, como pode existir alguém tão lindo neste mundo? Não é cientificamente possível!”

Serena: “Mas é uma pena.”

Deise: “O que você quer dizer?”

— O que é coincidência?

— Sente-se, sente-se. Volto já. — Dizendo isso, o velho correu para o quintal dos fundos.

Serena: “...”

Será que os dois estavam na mesma sintonia?

— A idade chega, talvez ele esteja mesmo surdo.

Serena só conseguia pensar nisso. O velho talvez estivesse realmente surdo, mas e o mais novo?

Serena virou a cabeça e viu que ele ainda estava lendo seus documentos, agindo como se ela não existisse.

Logo, o Dr. Barbosa retornou. Desta vez, ele vestia um jaleco branco impecável. O cabelo, antes um pouco desgrenhado, estava agora penteado para trás, com gel.

Ele continuava a alisar a barba, e seus olhos pequenos e vivos brilhavam. Devia ser bem idoso, mas tinha um rosto corado e uma aparência cheia de vigor. Sentou-se atrás da velha mesa retangular, ajeitou a postura, encontrou uma pequena almofada e bateu na mesa.

Serena contraiu os lábios. Para que bater na mesa? Não podia simplesmente falar?

Embora pensasse isso, Serena sentou-se ao lado dele e colocou o pulso sobre a almofada.

O velho colocou os dedos sobre o pulso dela, fechou os olhos por um momento e, após um período de reflexão, fez algumas perguntas. Quando terminou, retirou a mão.

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