Enquanto conversavam, o operário que consertava a cama desceu.
— Os parafusos das pernas da cama estavam soltos. Não tinha nenhum outro problema, nós só apertamos tudo.
Então eram apenas parafusos soltos. Serena foi pagar pelo serviço, mas o homem recusou, dizendo que eram da mesma cidade e que era apenas um pequeno favor. Serena, sem jeito de aceitar aquilo de graça, insistiu em pagar o valor combinado ao operário.
Em seguida, o caçador de ratos também desceu, trazendo consigo dois ratos capturados.
— Dei uma inspecionada no seu telhado e não achei nenhum buraco de rato. Não faço ideia de como esses dois entraram aí.
Serena já tinha a resposta em mente, então não fez mais perguntas.
Faltava a fechadura, que Serena também pretendia mandar alguém dar uma olhada.
— Aquela fechadura custa só alguns trocados, é mais fácil trocar de uma vez — disse a senhoria.
— Eu queria ver por que ela quebrou tão de repente.
— Esse tipo de fechadura já é frágil por natureza. Eu tenho uma sobrando lá em casa, vou buscar para você.
A senhoria saiu trotando em direção à sua casa, mas, antes de passar pela porta, tirou a fechadura quebrada e a levou junto.
— Deixa que eu jogo isso fora para você.
Ela correu para casa, acabando por esquecer o marido ali.
O sol começava a ficar forte, então Serena empurrou o senhor para debaixo de uma grande árvore no quintal e lhe trouxe algumas frutas.
— Eu... feliz...
Devido ao derrame, além de estar paralisado da cintura para baixo, o homem também tinha dificuldades na fala.
— Quando vai ser o casamento? — perguntou Serena.
— Mês... que vem.
Ao mencionar isso, ele pareceu se angustiar um pouco.
— Família... sem dinheiro... não consigo... comprar casa para eles...


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