— O terreno é nosso, então a casa construída nele obviamente também é nossa!
— Claro que não. — O policial balançou a cabeça e não teve alternativa senão explicar-lhe a lei sobre o assunto. — Se a senhora insistir em tomar posse da casa à força, estará cometendo um crime.
— Para mim, essa casa é nossa, e não importa o que eu tenha que fazer, vou pegá-la de volta! — berrou a mulher.
O policial suspirou: — Tudo bem, então a senhora nos acompanhará até a delegacia para que possamos lhe explicar a lei detalhadamente.
Dito isso, os dois policiais se prepararam para levá-la.
Os vizinhos ao redor intervieram rapidamente, implorando aos policiais. Explicaram que ela tinha um marido inválido em casa e que, se ela fosse presa, não haveria ninguém para cuidar dele.
Na verdade, o policial só queria dar um susto nela: — Fica aqui o meu último aviso: não volte a ameaçar os outros dessa maneira. Se houver uma próxima vez, nós vamos levá-la com certeza!
Após o aviso, os dois policiais disseram a Serena que, caso a mulher voltasse a ameaçá-la, ela não deveria hesitar em ligar para a polícia novamente.
Assim que os policiais foram embora, a mulher mudou de tática imediatamente. Sentou-se na frente de casa e começou a chorar aos prantos.
— Sou apenas uma mulher, tenho que pagar os estudos do meu filho e cuidar de um marido paralítico. Ninguém tem pena de mim! Nós somos velhos vizinhos há décadas, mas, em vez de ficarem do meu lado, vocês a defendem. A consciência de vocês não pesa, não?!
Os vizinhos, que inicialmente pretendiam consolá-la, dispersaram-se um a um após ouvirem aquilo.
Serena se aproximou da senhora, respirou fundo e disse: — Eu me lembro de quando a Patrícia e eu nos mudamos para cá, com nossos bebês de poucos meses. A senhora via como era difícil cuidarmos das crianças e sempre nos ajudava a cozinhar ou olhava os meninos quando tinha um tempo livre. A Patrícia e eu sempre fomos muito gratas pela sua bondade.
Ao ouvir aquelas palavras, o choro da mulher diminuiu um pouco.
— Se são tão gratas, então me devolvam a minha casa!
— Por isso mesmo, quando o senhor foi internado de novo, fui eu quem entrou em contato com o hospital, e a Patrícia fez inúmeras viagens para levá-la e buscá-la.
— Eu só quero a casa!
— É impossível eu entregar a casa para a senhora.
— Vocês são tão ricas...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira