O carro avançava em alta velocidade. Estava perto, cada vez mais perto, prestes a atingi-lo...
No último segundo, Serena recobrou a consciência e pisou fundo no freio.
O carro parou a centímetros de Alexandre. Um segundo a mais, e ele teria sido arremessado longe.
Loucura! Todos estavam loucos, descontrolados!
Serena agarrou o volante, ofegante. Não valia a pena arruinar sua vida por causa daquela gente podre.
Precisava se acalmar. Tinha que se acalmar.
Enquanto isso, Alexandre continuava parado em frente ao carro. O rosto inchado e machucado, mas com um sorriso de vencedor.
Serena respirou fundo mais uma vez, abriu a porta e correu até Alexandre, derrubando-o com um chute.
— Alexandre, não seja idiota! Você não pode me ameaçar!
— É mesmo? — Alexandre revirou os olhos. — Então acho que vou começar a espalhar os boatos.
— Você sabe quais serão as consequências?
Alexandre se levantou, batendo na lataria do carro dela.
— Eu não tenho medo nem da morte. Por que teria medo das consequências?
— Tudo isso por dois milhões?
— Se você também me der dois milhões... não, você é muito mais rica que o Ronaldo, então o preço sobe para dez milhões. Se me der dez milhões, eu calo a boca e desapareço, sem te causar mais problemas.
Serena sorriu com desdém. Se lhe desse o dinheiro, ele teria a certeza de que suas mentiras a ameaçavam e continuaria a extorqui-la, sem fim.
— Eu não vou te dar um centavo!
— É mesmo? Então terei que me contentar com os dois milhões do Ronaldo. Tenha pena do seu primo, apresse o projeto para ele, para que eu possa ganhar esse dinheiro.

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