— Querido, preciso de você por um instante.
Dizendo apenas isso, Serena caminhou com o celular em mãos em direção à mesa central.
Ao vê-la se aproximar, as expressões de todos mudaram: alguns com expectativa, outros com desprezo, e outros com um ar de triunfo. Estes últimos eram Ofélia e sua mãe.
No entanto, ao notarem que ela não estava mais com o vestido preto, o ar de triunfo diminuiu consideravelmente.
A primeira a cumprimentá-la foi Wilma.
— Serena, onde você estava? Eu não te encontrei. Venha, sente-se aqui comigo.
Sentar-se ao lado dela seria como confirmar que tudo o que Wilma dissera era verdade.
Serena a ignorou completamente e foi direto para a Sra. Costa.
Ao ver Serena se aproximando, a Sra. Costa franziu a testa.
— Vá para outro lugar...
— Mãe, o Felipe está perguntando se a senhora já tomou o remédio.
Ela interrompeu a Sra. Costa e fez menção de lhe entregar o celular, mas fingiu que não conseguia passar. Após algumas tentativas, disse a Ofélia com um tom extremamente educado:
— Srta. Branco, você poderia me dar licença, por favor?
Ofélia, já sentada, não tinha intenção de ceder o lugar.
— Eu atendo para a tia — disse ela, estendendo a mão.
Serena achou graça.
— Você quer atender a ligação do meu marido?
O sorriso de Ofélia congelou.
— Eu só estou atendendo pela tia.
— Nesse caso, preciso perguntar ao meu marido se ele permite que você atenda.
Serena levou o celular ao ouvido e perguntou em voz alta:
— Querido, a Srta. Branco disse que quer atender sua ligação. Você tem algo a dizer para ela?
Do outro lado, ouviu-se a risada fria de Felipe.
— O que eu teria para falar com ela?
Serena imediatamente transmitiu a mensagem.
— Meu marido disse que não tem nada a dizer para você, Srta. Branco.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira