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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 349

Alfredo não ia às aulas há uma semana e nem sequer aparecera na universidade. Incrivelmente, nem professores nem colegas haviam notado sua ausência. Foi a senhora da cantina quem mencionou o fato a Robson.

— Ei, aquele rapaz que está sempre vestido de forma colorida, por que não veio comer aqui nos últimos dias? Ele não estava sempre atrás de você?

O aviso da senhora fez Robson perceber que algo estava errado.

Como Alfredo não tinha amigos na universidade, desde que o considerou seu amigo, ele o procurava com frequência, pelo menos uma vez por dia, a ponto de ser irritante.

Mas já fazia vários dias que ele não o procurava.

Robson foi imediatamente ao departamento de administração e perguntou a professores e alunos. Ninguém o via há uma semana.

Alfredo não morava no campus, mas em um apartamento alugado.

Robson, que sabia a senha, correu para lá. Ao abrir a porta, um cheiro azedo o atingiu. Vinha de um prato de miojo comido pela metade na mesa de centro. O apartamento estava uma bagunça, claramente desabitado há dias.

Sem encontrar Alfredo em casa, Robson finalmente ligou para Serena.

Serena levou o assunto a sério e dirigiu até lá imediatamente.

Robson já havia arrumado um pouco o lugar, mas ainda estava caótico. Era difícil imaginar como Alfredo vivia no dia a dia.

— As malas e a mochila dele estão aqui. Não parece que ele fugiu de casa — analisou Robson.

Se não fugiu, o que poderia ter sido?

— Aconteceu alguma coisa com ele na universidade recentemente?

— Um colega me disse que um grupo de valentões de fora do campus o estava incomodando. Na semana passada, eles até o agrediram. O colega o aconselhou a denunciar à universidade ou à polícia, mas ele se recusou.

Ao ouvir isso, Serena não pôde deixar de ter um mau pressentimento. Mantendo a calma, ela foi ao quarto procurar por pistas.

O quarto dele também estava uma bagunça. Livros no chão em vez de na estante, sapatos na estante em vez de no chão, e o edredom e o travesseiro na cama estavam enrolados em uma bola.

Serena começou a arrumar enquanto procurava. Ao juntar os livros do chão, viu um pedaço de papel debaixo da escrivaninha.

Ela afastou a mesa para pegá-lo. Havia algumas linhas escritas.

— É sobre o Alfredo, ele...

— Que ele morra!

— ...

A Sra. Costa soltou um bufo de desdém e desligou.

Ela disse para Alfredo morrer.

Como uma mãe podia sentir tanto desprezo, tanto ódio, pelo próprio filho?

Alfredo era inocente. Ele não havia feito nada de errado, mas tinha que suportar aquele castigo. Quanta dor, quanto desespero ele devia sentir.

Serena recompôs-se e pediu a Robson que continuasse procurando nas redondezas. Ela, por sua vez, dirigiu-se rapidamente ao Antigo Casarão dos Costa.

Na Avenida Sicômoro, ela cruzou com o carro de Felipe saindo e rapidamente atravessou seu próprio carro na frente, bloqueando a passagem.

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