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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 396

Assuntos como "Fidel incapaz de esquecer o primeiro amor", "Zaira vive à sombra do grande amor do passado" e "Quem é Stella, afinal?" surgiram. Serena leu tudo e franziu a testa.

A briga do casal acabou envolvendo sua mãe, que se tornou, segundo os internautas, o estopim da crise matrimonial. Diziam que Fidel queria se divorciar há muito tempo para procurar Stella. Alguns até especulavam que eles já poderiam estar juntos secretamente, e outros chamavam Stella de "a outra".

Ao ler aquilo, o rosto de Serena escureceu de raiva.

— A Sra. Branco fez uma declaração, disse que ela e Fidel têm um ótimo relacionamento, que os rumores de crise são falsos e que vai processar quem espalhou as calúnias — leu Deise, mostrando a postagem da Sra. Branco para Serena.

Serena respirou fundo. A Sra. Branco apenas negou a crise no casamento, mas não esclareceu que sua mãe não era a terceira pessoa na relação.

— À tarde, Fidel fará uma live para uma marca de luxo, direto da casa dele — Deise viu outra notícia. — Fazer uma live nesse momento, e de casa, provavelmente é para mostrar ao público que o casal está em harmonia, tentando salvar a imagem de Fidel. Muitos internautas já o estão chamando de canalha.

— À tarde? Na casa da Família Branco?

Os pensamentos de Serena começaram a se conectar. Ofélia roubando seu projeto, Nicolas usando táticas desprezíveis para ameaçar Vagner, e os acontecimentos do dia anterior... era hora de acertar as contas com eles.

E, mais importante, a verdade sobre o passado precisava vir à tona.

Sua mãe havia falecido, mas ela buscaria justiça por ela.

— Vou precisar sair à tarde.

A Mansão Branco, localizada no coração da Cidade Lumia, era um casarão antigo construído nos anos cinquenta ou sessenta. A porta dava para uma rua movimentada, e não muito longe ficava a orla.

Havia seis mansões como aquela na mesma rua, a maioria herdada de gerações passadas, propriedades que dinheiro nenhum poderia comprar.

Serena estacionou o carro e caminhou até o portão da Mansão Branco. Em vez de tocar a campainha, ela primeiro ligou para Fidel.

— A Sra. Costa concordou em me emprestar a pintura? — confirmou Fidel, animado.

— Sim.

— Que ótimo! Quando seria um bom momento para eu ir buscar?

— Eu já a trouxe.

Serena dispensou o empregado e caminhou pela antiga mansão em direção ao jardim dos fundos.

Naquele ano, quando era apenas uma menina, ela ficou do lado de fora do portão, olhando para aquela bela casa, duvidando se estava no lugar certo.

Seu pai biológico era rico?

Se era tão rico, por que abandonou a ela e à sua mãe? Por que não lhes deu um pouco de dinheiro para que tivessem uma vida melhor?

Quando a levaram para dentro, a primeira coisa que viu foi aquele castelo de princesa, e então entendeu: a família já tinha uma filha, e por isso não a queriam.

Agora, o castelo de princesa não estava mais lá. Em seu lugar, havia um guarda-sol, e embaixo, uma espreguiçadeira. Ofélia devia passar as tardes ensolaradas ali, lendo um livro ou simplesmente aproveitando a vida boa.

Ela já sentira inveja, mas não sentia mais.

Mas eles não deveriam tê-la provocado.

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