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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 43

Na manhã seguinte, Serena foi à clínica do Doutor Sênior.

De longe, viu uma mulher de meia-idade gritando em frente ao local:

— Que Doutor Sênior de prestígio, o quê! Você não passa de um charlatão assassino! Minha mãe ainda está no hospital e, se acontecer alguma coisa com ela, eu quebro essa sua clínica inteira!

A porta da clínica estava fechada e só se abriu uma fresta um bom tempo depois. O velho espiou para se certificar de que a mulher tinha ido embora e só então abriu a porta completamente.

— Quer saber o que é uma megera? É aquilo ali! — disse o velho, alisando a barba, com uma expressão de quem estava resignado, mas não queria confusão.

O canto da boca de Serena tremeu. Ela entrou na clínica com o Doutor Sênior.

— Vou passar no Grupo Glória daqui a pouco e aproveitei para vir aqui. O senhor tem algo que queira que eu leve para o Sr. Costa? — Serena perguntou, tentando soar casual.

Ela achava aquele homem bonito da outra noite estranhamente familiar. Não se lembrou na hora, mas depois caiu a ficha: era o homem que ela havia encontrado naquela mesma clínica.

Aquilo só podia ser o destino, e ela precisava aproveitar essa oportunidade.

O velho fez um som de surpresa.

— Não tenho nada para mandar para ele.

— Os remédios dele devem estar acabando. O senhor poderia prescrever mais alguns, e eu levo para ele.

— Ele não precisa tomar remédios — Ele nem estava doente.

Serena ponderou. Não precisava de remédios? Seria um caso perdido?

— Ou talvez o senhor precise dar alguma recomendação a ele?

— Não tenho nenhuma recomendação.

Serena franziu a testa. Como aquele velho podia ser tão lerdo?

— No outro dia, ele não me pareceu muito bem. Será que está sem energia ou com o corpo fraco? — Ela decidiu dar uma dica mais clara.

— Ele está um pouco fraco, sim — disse o velho, lembrando-se de algo. — Realmente precisa de um reforço. Espere um pouco.

Após um momento, o velho voltou, entregando uma sacola para Serena.

Ela espiou lá dentro e quase largou a sacola de susto.

Havia um cágado já limpo, com a cabeça virada para cima, encarando quem quer que olhasse...

— Então, se eu for ao Grupo Glória como gerente de projetos do Sol Dourado, provavelmente nem consigo passar da porta?

— Não é provável, é certeza.

Serena olhou para o cágado no banco de trás. Então, parecia que não havia outra maneira.

Meia hora depois, ela estacionou o carro e se dirigiu à recepção da Torre Glória.

— Vim ver o Diretor Felipe Costa.

A recepcionista foi muito educada.

— A senhora tem hora marcada?

— Não.

— Sinto muito, mas a senhora não pode ver o Diretor Costa.

— Eu tenho algo para entregar a ele — Serena disse, levantando a sacola para que a recepcionista visse. — Pode ligar para ele. Vim a pedido do Dr. Barbosa.

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