Ao ouvir aquilo, tanto Fidel quanto Ofélia arregalaram os olhos em choque.
— Você... você está dizendo que é filha de Stella?
Ofélia não acreditou e imediatamente olhou para Zaira. Somente quando viu Zaira assentir, ela foi forçada a acreditar.
— Você é mesmo a filha de Stella!
Serena não se deu ao trabalho de responder, apenas olhou para Fidel.
Fidel, passado o choque inicial, exibiu um sorriso no rosto, mas ao olhar para Serena, seu semblante se misturou com culpa e compaixão, deixando-o sem saber que expressão fazer.
— Não é à toa que senti uma afinidade inexplicável quando a vi pela primeira vez. Acontece que... acontece que você é a filha dela, o que significa que é minha... minha filha.
Enquanto dizia isso, os olhos de Fidel ficaram vermelhos.
A expressão de Serena era complexa. Fidel era a pessoa que fora completamente enganada, então ela não tinha motivos para odiá-lo. Mas deveria reconhecê-lo como pai?
Serena recusou!
Ela já sabia, entendia e odiava a forma como a Família Branco havia tratado sua mãe. Por isso, não estabeleceria nenhum tipo de laço familiar com eles, incluindo Fidel.
— Sr. Branco, acredito que tenho o direito de exigir que aqueles que destruíram o trabalho da vida da minha mãe paguem por isso, não é? — perguntou ela, depois de se recompor.
Um traço de desapontamento brilhou nos olhos de Fidel, que forçou um sorriso. — Claro.
Serena assentiu, sem coragem de olhar para Fidel novamente, e se virou para os vândalos. — Vocês vão pagar ou preferem que eu chame a polícia? Escolham.
Os homens entraram em pânico novamente. Pela atitude de Serena, sabiam que ela não era fácil de lidar e olharam para Zaira em busca de ajuda.
Zaira lhes lançou um olhar significativo e pigarreou. — Eu acho que...
— É melhor chamar a polícia.
Serena não tinha tempo para as desculpas de Zaira e pegou o celular novamente, pronta para discar.

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