Só havia uma pessoa que seria tão generosa e misteriosa assim: o podre de rico Diretor Nobre.
Serena não se deu ao trabalho de perguntar por que ele lhe enviara dinheiro no meio da noite; a resposta certamente seria alguma excentricidade.
Ela jogou o celular de lado e voltou a se deitar para dormir.
Na manhã seguinte, Serena acordou cedo e saiu para uma corrida. Ao voltar para casa, encontrou Xavier sentado na sala de jantar. Ele a olhou com frieza.
De quem era aquela casa, afinal?
— Ah, Serena, pensei que você ainda estivesse dormindo, por isso não preparei café da manhã para você — disse Ângela, saindo da cozinha com duas tigelas de mingau, fingindo surpresa ao vê-la.
— Podem comer, não estou com fome — respondeu ela, subindo as escadas.
— Você se lembra do que eu disse ontem à noite? — gritou Xavier para ela.
Serena deu uma risada desdenhosa. Claro que se lembrava, com todos os detalhes. O problema era se ele se lembrava.
— Eu vou ter sucesso com o projeto Sol Dourado e provar para você que não sou um inútil!
— Você não precisa me provar nada.
— O dia em que o contrato do projeto for assinado será o dia do nosso divórcio!
Essa frase era ainda mais ridícula. Eles nem eram casados, como poderiam se divorciar?
Serena o ignorou e continuou a subir as escadas.
— Serena, você vai se arrepender!
Serena voltou para seu quarto, tomou um banho e foi para o escritório. Levando em conta a opinião de Tina, ela redefiniu o posicionamento do shopping Sol Dourado e começou a trabalhar nos esboços do projeto, para alinhá-lo com o layout geral da rua comercial do Grupo Glória.
Ela se envolveu tanto no trabalho que só percebeu que o tempo havia passado quando o estômago roncou de fome e já era noite.
Ângela não havia voltado, então a empregada gratuita não estava disponível. Ela teve que pedir comida por delivery. Enquanto esperava, pensava em como se aproximar de Felipe. Devolver o casaco era uma opção, mas depois do que acontecera na noite anterior, ele provavelmente não a receberia.
A mente de Serena deu uma volta e ela logo teve uma ideia. Procurou o número de Elvis e ligou para ele.
— Sr. Landim, sou eu, Serena.
— Ah, Srta. Luz! Em que posso ajudar?
— Ontem à noite, o Diretor Costa me emprestou o casaco dele e eu gostaria de devolvê-lo, mas não tenho o contato dele.
— Hã?

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