Felipe olhou primeiro para Serena, que parecia uma criminosa com a consciência pesada, e depois, através da cortina, viu seu próprio assistente entrar. Naquele momento, ele não soube se ria ou se ficava com raiva.
Então, ela achava o tempo todo que seu noivo era Renan Souza?
— Você...
— Shh! Fique quieto, ele vai entender errado!
— Eu...
— Não fale! Não fale! Quer ser taxado de amante?
Felipe deu uma risadinha. Ele realmente não queria ser amante de ninguém, então abriu a cortina e saiu.
Serena, tensa, espiava o homem do lado de fora e não esperava que Felipe saísse de repente. Ela não conseguiu segurá-lo, e uma camada de suor frio brotou em sua testa.
Pronto, acabou...
— Diretor Costa, a reunião começa em dez minutos — disse Renan. Embora estivesse curioso para saber por que seu chefe saíra de trás de uma cortina, como assistente, ele sabia que certas perguntas não deviam ser feitas.
— Certo, pode ir se preparando.
— Sim, senhor.
Renan saiu, e Felipe foi até o armário onde Serena o havia encurralado antes, abriu-o e começou a se vestir.
Mesmo depois que ele terminou de se trocar, a pessoa atrás da cortina não se moveu.
— Você pode ficar aí o tempo que quiser, mas não garanto que não será espancada por ser confundida com uma tarada — disse Felipe, com um tom zombeteiro.
A pessoa atrás da cortina permaneceu em silêncio por um longo tempo antes de falar, com a voz seca.
— Então... você é o filho do Diretor Nobre?
— Sim.
— Mas como...
— Você tem alguma dúvida?
— Vocês dois não se parecem.
— Quem disse que pai e filho precisam ser parecidos? Não posso me parecer com a minha mãe?
— Pode.
— Ah, que bom. Obrigado pela sua compreensão.
— Vá na frente, eu...
Atrás da cortina, Serena cobriu o rosto. Ela se considerava uma pessoa de cara de pau, mas aquela situação era vergonhosa demais.
O som de passos ecoou do lado de fora, mas em vez de se afastar, eles se aproximaram.
— Vou contar até três. Um... dois...
Felipe não terminou de contar. Serena abriu a cortina com um puxão e, de queixo erguido, adotou uma postura desafiadora de "quem pode comigo?".
— Pode contar até três, acha que tenho medo?
Felipe sorriu de canto.

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