— Isso é o que você acha, né?
— Por que você tem que ser tão chato quando fala?!
— Humpf, pelo menos é melhor do que você ir comer de graça na casa dos outros e deixá-los irritados.
— Daqui a pouco você vai comigo ver o Waldir, e aí vai ver como a mãe dele gosta de mim. Ah, e eu também vou contar pra ela que nós somos gêmeos. Ela com certeza vai ficar de boca aberta, porque a gente não se parece em nada.
— Nós somos gêmeos bivitelinos.
— Gêmeos o quê?
— Idiota!
— Mamãe, ele tá me xingando de novo!
Gabriel, sentindo-se injustiçado, foi reclamar com Serena. Ela estava sem saber o que fazer, mas desta vez, Adolfo realmente havia passado dos limites.
— Adolfo, você não pode falar assim com o seu irmão, e nem com as outras pessoas.
— "Idiota" não é um termo neutro baseado em fatos?
— É um termo pejorativo.
— Tudo bem, me desculpe. É verdade que alguns fatos não devem ser ditos na cara, porque a verdade dói.
Gabriel bufou. — Já que você me pediu desculpas, eu te perdoo.
Serena levou a mão à testa. Aquele menino nem sequer tinha percebido que o irmão continuava a xingá-lo na frase seguinte!
O carro parou na porta de casa, em frente a uma residência branca.
A casa fora construída junto à montanha e tinha um design impressionante, misturando o charme rústico da cidadezinha com uma aparência sofisticada. Destacava-se bastante entre as outras casas de dois andares da região.
A construção não havia sido erguida por ela e Patrícia do zero, mas sim reformada a partir de uma estrutura já existente. Como pessoas de fora não podiam comprar terrenos residenciais locais, elas haviam feito um contrato de aluguel a longo prazo.


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