Isabella
Ficamos mais alguns dias no reino, após a cerimônia, depois decidimos voltar para casa. Percebi que meu pai estava estranho, e minha mãe, Angel, estava ainda mais. Tentei conversar com ambos, mas, como sempre, se recusavam a ser sinceros comigo, mesmo sabendo que havia coisas que nem eles, nem ninguém, poderiam esconder de mim.
Eu e minhas amigas estávamos enfrentando problemas sérios com nossos companheiros. Todos eles, sem exceções, queriam nos manter presas. Pior que isso, meu Alfa, em alguns momentos, nem queria me tocar. “É pelos bebês”, essa tem sido sua resposta...
— Bom dia, Luna.
Assim que abri os olhos, vi meu Alfa me encarando, sentado na beirada da cama.
— Bom dia, meu amor. Que horas são?
Me espreguicei e virei para olhar o relógio.
— Cedo, mas tenho uma reunião na alcateia de seu pai. — Ele me deu um beijo suave antes de continuar. — Não queria sair sem me despedir. Seus primos irão comigo, mas deixei Liam e Andrew responsáveis por vocês.
— Podia ter me avisado, eu iria com você. — Me sentei e franzi a testa. — Sabe que sinto falta da minha mãe...
Logan se aproximou e me beijou, um beijo suave, delicado, daqueles que mostram todo o seu amor e devoção por mim. Quando nos separamos, ele encostou a testa na minha, e com uma das mãos acariciava meu rosto.
— Eu sei disso, amor, mas Leonardo disse que, nesses primeiros meses, tínhamos que tomar cuidado.
Separei nossas testas e olhei bem nos seus olhos oceânicos.
— Tomar cuidado é uma coisa, viver em cárcere privado é outra!
Bufei, joguei minhas pernas para fora da cama e segui para o banheiro. Meu Alfa já havia conseguido estragar meu humor. Antes de chegar à porta do banheiro, senti um braço envolver minha cintura.
— Adoro quando fica assim, toda irritadinha. É sexy! — Disse em meu ouvido, sua voz rouca carregada de desejo.
— Não vem com essa, Alfa Logan. Não comece algo que não irá terminar.
Tirei suas mãos de mim e entrei no banheiro. Segui para a pia, fazendo minha higiene, enquanto ele ficou ali parado, de braços cruzados, encostado no batente da porta. Tentei ignorá-lo, mas, como sempre, ele deixava sua aura de Alfa tomar conta do ambiente. Uma lembrança sutil de que ali, quem mandava era ele. Assim que terminei, me virei para ele, colocando uma mão na cintura.
— Precisa de alguma coisa? Alfa? — Disse em tom de deboche, arqueando uma das sobrancelhas.
Como sempre, ele se aproximou sem avisar e tomou minha boca em um beijo faminto e apaixonado. Instintivamente, envolvi meus braços em seu pescoço e o puxei para mais perto. Nossos corpos colados, eu podia sentir sua excitação através do jeans. Me esfreguei nele, fazendo com que nós dois gemêssemos em uníssono.
— Amor, você sabe... — Ele tentou dizer entre nossas bocas, mas aprofundei o beijo.
Não sei o que estava acontecendo comigo. Sempre fui louca pelo Logan, e só um toque dele já me deixava mais que pronta. Mas ultimamente... Deusa, só o respirar dele já destruía uma calcinha. Melissa dizia que era por causa dos hormônios. Eu não me importava com o motivo, eu só o queria.
— Preciso de você, Logan... — Murmurei com a voz rouca e ofegante.
— Preciso de você agora!
Desci as mãos por seu peitoral, segurando sua camisa, e, em segundos, a rasguei, arrancando-a de seu corpo. Senti os lábios dele se curvarem em um sorriso. No mesmo instante, ele fez o mesmo com minhas roupas, rasgando-as por completo, me deixando apenas de lingerie. Claro que o Alfa dominante que ele era não se deixaria intimidar por mim.
— Vou te dar o que quer, lobinha. — Logan me pegou no colo e, com apenas dois passos, já me deitou em nossa cama.
Assim que me ajeitou, ele rapidamente tirou o restante de sua roupa. Eu nunca, jamais, em hipótese nenhuma, me cansaria de olhar para meu Adônis, porque, assim como o amante das deusas na mitologia grega, meu Alfa era a verdadeira personificação da beleza.
— Preparada? — Ele perguntou com aquela voz rouca, extremamente sexy.
— Para você? Sempre. — Respondi, puxando-o para um beijo daqueles que se guarda a sete chaves no coração.
Logan arfou e, sem aviso, me tomou. Foi rápido, intenso e delicioso como sempre. Depois, deitou-se ao meu lado e me puxou para que eu me aconchegasse em seu peito.
— Desculpe por ter te afastado esses dias.
Ouvir essas palavras me fez suspirar. Levantei minha cabeça para encará-lo nos olhos.
— Sei que acabo não controlando meus sentimentos e deixo a raiva me dominar. — Toquei seu rosto com carinho. — Mas, no fundo, sei que faz isso para o nosso bem. É que... — Fechei os olhos, tentando esconder a dor que havia ali. — Sinto sua falta.
Senti seu nariz roçar meu rosto, naquele carinho tão característico dele. Depois, veio o beijo, suave, delicado...
— Eu te amo e sinto sua falta também. Mas tive medo de acabar prejudicando os bebês.
Às vezes, me esquecia de como Logan podia ser superprotetor. Eu amava essa qualidade nele, mas, em alguns momentos, deixava isso passar despercebido. Depois de tudo que ele passou... ou melhor, que nós passamos, esse medo não era exagerado. Talvez fosse necessário. O medo nos limita em algumas coisas, mas nos dá a prudência necessária em outras.
Ficamos ali, curtindo um ao outro, até que Gabriel veio chamá-lo. Antes de partir, avisei que iria ao centro das alcateias, o que não o deixou nada satisfeito, mas ele acabou cedendo. No fundo, Logan sabia do que eu era capaz e que minhas amigas também não eram fracas.
Depois de me arrumar, desci para o café com as meninas e programamos nosso itinerário, que se resumia a exames, compras e comida. Muita comida, porque esses lobinhos que cresciam dentro de nós tinham um apetite voraz.
— Não vejo necessidade desses lacaios. — Resmungou Megan, olhando pelo retrovisor, onde Liam e Andrew seguiam no carro atrás de nós.
— Proteção nunca é demais. — Respondeu Lexa, que estava ao seu lado.
— O lado responsável do Biel tomou conta da Lele. — Melissa disse de forma divertida, fazendo Lexa revirar os olhos e o restante de nós rir.
Eu nunca me cansaria disso. Estar com minhas amigas... ou melhor, minhas irmãs, era sempre divertido. Conversávamos sobre tudo. Na verdade, entre nós, nunca faltava assunto.
A viagem, como sempre, foi rápida. Chegamos ao hospital e seguimos direto para a ala da maternidade.
— Luna. — Disse Leonardo, se aproximando.

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