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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 146

Logan

O tempo passou voando, e hoje meu cunhadinho, o pequeno Theo, faz dois meses. E, claro, Isabella teve a brilhante ideia de comemorar um tal de “mêsversário”. Tem coisa mais humana do que isso?

Nesses últimos meses, vasculhamos nosso continente atrás dos tais feiticeiros, mas não encontramos mais nenhum. Morgana e os filhos fizeram as pazes, graças à Deusa e à insistência de minha Luna, que não deu sossego a nenhum dos três meninos até que se entendessem com a mãe.

Ela tem sido de grande ajuda aqui na alcateia. Sua ligação com Isabella chega a nos cativar. Além disso, tem ajudado minha Luna a se fortalecer e, assim, fortalecer nossa menina, Athena.

— Pela lua cheia! — bufou Isabella.

Me aproximei dela, envolvendo-a por trás.

— Posso saber o motivo de toda essa irritação? — Beijei seu ombro.

— Olha pra mim, Alfa Logan! Pareço ter engolido umas dez melancias! Meu cabelo está horrível, minha pele então, nem se fala. — Apontou para a poltrona, onde havia várias peças de roupa. — E nenhuma, NEN-HU-MA, roupa me serve mais!

Eu ri do seu jeito, e ela me fuzilou com o olhar.

— Amor, você está linda. Não existe no mundo mulher mais linda que você. E já te disse uma vez, mas vou repetir. — A virei para mim. — Você é perfeita. Linda até usando um saco de batatas.

Ela revirou os olhos. E eu... eu a beijei.

Mas não foi um beijo qualquer. Foi um daqueles que deixam claro o quanto eu a desejo. Isabella gemeu, e eu sorri entre nossos lábios.

— Viu? — Me esfreguei nela, fazendo-a arfar. — Até parecendo que engoliu dez melancias, esse sempre vai ser o efeito que causa em mim.

Ela me puxou para mais um beijo e, depois, sussurrou um "Eu te amo".

E, para mim, essas pequenas coisas eram o suficiente para fazer com que eu me sentisse o homem mais feliz do mundo.

Meus amigos estavam passando pelos mesmos problemas com suas respectivas companheiras. E Gabriel tem aproveitado a situação para nos encher.

— Sabe o que me conforta? Saber que, em breve... mas bem breve, ele vai passar por essas mesmas coisas. — Disse Ethan, dando um gole em sua bebida.

Já estávamos na festa. Era algo apenas para a família, mas, como foi organizado por minha Luna, não tinha nada de simples. Já imaginava que, depois que meus filhotes nascessem, ela faria essa mesma folia todo mês.

Observava tudo atentamente ao meu redor. A amizade que nasceu entre Ajax e Apolo... Saber que, há alguns meses, ambos se odiavam por, supostamente, amar a mesma pessoa... e hoje... ver como a felicidade o alcançou no instante em que a Deusa o uniu a Ravena. Em breve, ele realizaria seu sonho de ser pai. Sei que ele amava a mim e a Lexa como seus próprios filhos, mas gerar um filho do amor tinha um gosto especial.

Meus olhos alcançaram minha irmã, agarrada a Gabriel, conversando com Morgana. Era possível ver a aura dela e de Gabriel se fundirem, como se fossem um só. Havia paz naquela imagem, pois eu sabia que meu cunhado cuidaria dela da mesma maneira que eu: a qualquer custo.

Morgana amava suas três noras como se fossem suas filhas. Acho que, aqui, não se aplica aquela história dos humanos sobre sogras.

Então... meus olhos foram até ela.

Minha companheira.

Minha Luna.

Meu amor para toda a vida.

Ela segurava Theo no colo enquanto reclamava sobre algo com Megan e Melissa. Um sorriso surgiu em meus lábios ao ver minha Luna reclamona. Quando nossos olhares se encontraram, algo atravessou dentro de mim.

Foi como voltar à primeira vez que a vi.

Não quando era criança e estava perdida na floresta.

Mas a primeira vez que a vi como minha companheira.

Senti os pelos dos meus braços se arrepiarem. Uma leveza tomou conta de mim. Seus olhos safiras, que eu amava tanto, pareciam ter alcançado minha alma. Um vento forte passou por mim, indo até ela.

E então... uma expressão de dor atingiu aquele rosto que eu tanto amava.

Isabella colocou uma mão sobre a barriga, enquanto a outra segurava o irmão com força, protegendo-o para que não caísse de seu colo.

Por instinto, Gabriel e eu estávamos ao seu lado em segundos. Lexa pegou o bebê de seus braços.

— Amor, fala comigo.

Minha voz transbordava preocupação.

Morgana já estava ao meu lado.

— Eles vão nascer.

Olhei para ela, confuso. Ainda não era hora. Faltavam algumas semanas... isso era impossível.

Como se tivesse lido meus pensamentos — e talvez tivesse mesmo — Morgana respondeu:

— Gêmeos raramente chegam até o final da gestação.

A voz de Apolo rompeu pelo salão, chamando nossa atenção.

— Tobias já preparou o carro.

Nesse instante, Isabella olhou para mim. O pavor em seus olhos me atingiu como uma lâmina. Minha Luna estava com medo, mas... do quê?

— Não dá tempo — disse, gemendo, a dor a consumindo.

Quando olhei para o chão, vi uma poça se formando. Parecia água, misturada a algo que, pelo cheiro... era... sangue?

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