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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 150

Logan

Vivi muitas dores na vida, mas nenhuma, nunca, irá se comparar ao que estou sentindo agora.

Eu queria poder salvar as duas, mas parece que a Deusa tinha outros planos. Ela queria Isabella para si — e eu nem a culpo. Quem não iria querer?

Minha companheira é a pessoa mais linda que já conheci. E não falo apenas da beleza física... falo da alma. Sua força, sua coragem, sua empatia e altruísmo...

Deusa, eu poderia passar horas enumerando suas qualidades, mas isso só vai me causar ainda mais dor.

Meu toque sobre ela era suave, como se eu quisesse descobrir se ainda podia me sentir.

Algo dentro de mim ainda a sente... Mas aqui estou eu, acariciando seu rosto pálido, sem vida.

— Me perdoa...

Sussurrei.

Mas não há resposta.

Não consigo nem olhar ao meu redor. Apolo e Morgana foram os únicos que me apoiaram na decisão. Todos os outros me criticaram.

Eu queria salvar as duas. Ah, Deusa... como eu queria.

Mas Isabella me fez prometer que escolheria Athena. E eu não quebraria a promessa que fiz à minha Luna.

Não consegui pegar Athena no colo depois que... depois que Isabella se foi.

Eu amo minha menina, e não a culpo. Mas eu também amo minha Luna, minha companheira, meu... amor.

— Eu prometi que te protegeria... e falhei.

Minha voz estava trêmula, meu corpo, pesado.

Era como se algo me puxasse... ou me segurasse. Por um momento, senti o cheiro de Isabella.

Aquele cheiro doce que me inebriava. Depois que a Deusa tirou seu fôlego, só restou o cheiro da morte.

Mas agora... parecia que...

— Isabella... Volta pra mim...

Sussurrei perto do seu ouvido.

Dei um beijo em sua testa.

E um último beijo em seus lábios.

Quando separei nossos lábios, tive a impressão de senti-la respirar.

Fiquei parado, olhando para ela, até que...

— Bella?! — sussurrei, ainda segurando seu rosto.

Ela piscava, como se estivesse confusa.

— Não brinca comigo, minha Deusa...

Ela murmurou. Sua voz, mesmo num sussurro, causou arrepios em mim.

— Amor... — a chamei.

Ela me olhou, colocando as mãos em meu rosto, como se estivesse tentando entender se eu era real.

Eu não conseguia me mexer, estava hipnotizado por aqueles olhos azuis que, há poucos minutos, estavam fechados... e agora brilhavam para mim.

— Por favor... que não seja um sonho.

Ela ainda não acreditava que tinha voltado.

Enquanto isso, eu tinha medo de me afastar e a Deusa levá-la novamente.

A trouxe para nossa alcateia e decidi que seria uma cerimônia fechada.

Todos respeitaram meu momento com minha Luna e me deixaram sozinho ao seu lado.

Ninguém ainda tinha percebido o que estava acontecendo.

— Não é um sonho, amor... — disse, passando o nariz em seu rosto num gesto tão nosso, que a fez suspirar.

Era real.

Ela realmente tinha voltado.

— Eu pedi... e você voltou pra mim.

As lágrimas dela agora corriam livremente por suas bochechas, que antes estavam pálidas e geladas.

Graças à Deusa, agora estavam quentes e rosadas — do jeito que eu amava.

Meu corpo voltou a me obedecer, e sem pensar, a tirei daquele maldito caixão.

Por instinto, ela enroscou as pernas em minha cintura, e eu enterrei o rosto em seu cabelo.

Ela voltou a me olhar, segurou meu rosto entre as mãos... e me beijou.

Sim... ela me beijou.

Um beijo apaixonado.

Uma lembrança gostosa de que estava viva.

Minha Luna estava de volta.

Eu era o Alfa mais feliz do reino naquele momento.

Comecei a ouvir os burburinhos e sentia algumas presenças próximas a nós.

— Amor... — falei entre nossas bocas.

Ela se afastou só o suficiente para olhar nos meus olhos.

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